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Republicanos ainda 'não descarta' candidatura de Cleitinho ao governo de Minas

O presidente da legenda no estado afirmou que o partido está trabalhando para reconstruir um 'entendimento interno' com a Executiva Nacional

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Euclydes Pettersen, deputado federal e presidente do Republicanos. • Bruno Spada / Câmara dos Deputados.

O deputado federal Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em Minas Gerais, afirmou, nesta sexta-feira (31), que uma eventual candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo de Minas ainda não está "descartada".

Em entrevista à VEJA, o parlamentar afirmou que a legenda trabalha para reconstruir um "entendimento interno" com a Executiva Nacional após desencontros com o senador em relação à candidatura. Ao longo dos últimos meses, Cleitinho adiou, por diversas vezes, a decisão de se colocar como pré-candidato, o que fez com que o Republicanos e o PL, que demonstrava interesse em apoiar seu nome na disputa, buscassem outras alternativas.

Na última quarta-feira (29), o Republicanos chegou a publicar uma nota colocando em xeque a candidatura do senador. No texto, a sigla afirma que "ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador", mas que uma candidatura "exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la" e que "tal decisão nunca aconteceu".

No mesmo dia, o senador convocou jornalistas para uma entrevista coletiva às pressas, em Divinópolis, onde anunciou o interesse em disputar o Executivo estadual. A manifestação de interesse, no entanto, não é suficiente, uma vez que o Republicanos precisa recuar da posição adotada anteriormente e dar o aval para que Cleitinho dispute as eleições.

Veja vídeo:

Na entrevista divulgada nesta sexta-feira, o deputado federal e presidente do partido no estado afirmou que o Republicanos "respeitou" a ausência de Cleitinho na convenção partidária, que poderia ter confirmado sua candidatura ao governo, mas ressaltou que a sigla "precisa cumprir prazos legais". "Uma convenção precisa ser protocolada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com antecedência mínima de sete dias. Após a convenção, fui à casa dele para definir se ele seria ou não candidato, pois, até então, ele mantinha essa dúvida. Enquanto isso, tocamos projetos nacionais com outros partidos; sempre foi a mesma diretriz", disse Pettersen.

De acordo com ele, no momento em que Cleitinho confirmou a intenção de disputar o governo, o partido "recuou" das conversas anteriores com outros possíveis nomes para retomar o diálogo com o "plano A", que, segundo Pettersen, sempre foi o senador mineiro.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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