Relembre a carreira política de Cleitinho, novo governador de Minas Gerais
Ex-senador pelo Republicanos-MG, político foi eleito com 5.573.340 de votos, ainda no 1º turno, para comandar o segundo maior colégio eleitoral do país

Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (04), no primeiro turno das eleições de 2026. Com 88,41% das urnas apuradas, o candidato recebeu 5.573.340 votos, o equivalente a 55,21% dos votos válidos.
A vitória leva ao governo mineiro um político que construiu a carreira eleitoral em apenas uma década. Natural de Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado, Cleitinho começou na política em 2016, quando foi eleito vereador da cidade. Dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais e, em 2022, conquistou uma cadeira no Senado com mais de 4,2 milhões de votos.
Do comércio e da música à política
Antes de entrar para a vida pública, Cleiton Gontijo de Azevedo trabalhava no comércio de verduras da família, em Divinópolis. Ele também atuava como músico e fazia apresentações de pagode.
A entrada na política ocorreu em 2016, depois que seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, percebeu a popularidade que Cleitinho havia conquistado nas redes sociais com vídeos relacionados à música e a temas do cotidiano. O político passou a usar a internet também para fazer críticas à administração pública e aos chamados privilégios da classe política.
Naquele ano, Cleitinho precisou tirar o próprio título de eleitor para disputar a eleição. Foi eleito vereador de Divinópolis pelo então PPS, atual Cidadania, com 3.023 votos, a terceira maior votação para o cargo naquele pleito municipal.
Salto para a Assembleia Legislativa
A primeira experiência no Legislativo municipal durou apenas dois anos. Em 2018, Cleitinho concorreu a deputado estadual e foi eleito com 115.492 votos, alcançando a quarta maior votação para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais naquele ano.
Durante o mandato, ganhou projeção principalmente por um discurso de fiscalização dos gastos públicos e de combate a privilégios. Entre as propostas defendidas por ele esteve a redução da taxa de licenciamento de veículos e a criação de regras para restringir a aquisição de bens e serviços considerados de luxo com dinheiro público.
Eleição para o Senado
O maior salto eleitoral veio em 2022. Naquele ano, Cleitinho deixou a disputa proporcional e concorreu a uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado. Filiado então ao PSC, ele recebeu 4.268.193 votos, correspondentes a 41,52% dos votos válidos, e terminou a eleição em primeiro lugar. O mandato começou em fevereiro de 2023 e tinha duração prevista até 2031.
Já no Senado, Cleitinho manteve o discurso contra privilégios e despesas consideradas excessivas no poder público. Também passou a atuar em temas ligados ao custo de vida e aos direitos dos trabalhadores.
Da oposição ao governo de Minas
Em 2026, Cleitinho decidiu deixar o Senado para concorrer ao governo de Minas Gerais. Durante a campanha, manteve a imagem construída desde os primeiros anos na política, baseada na crítica à classe política tradicional, na fiscalização de gastos públicos e na comunicação direta pelas redes sociais.
A candidatura, porém, passou por uma reviravolta durante o período eleitoral. Em agosto, Cleitinho chegou a anunciar que não disputaria o governo, mas voltou atrás quatro dias depois e confirmou novamente a candidatura pelo Republicanos.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



