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Redes sociais não são, sozinhas, definidoras de uma eleição, analisa Felipe Nunes, da Quaest

O bom e velho santinho, por exemplo, ainda tem importância na decisão do eleitor

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Cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes
Cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes • Repdroução/Redes sociais

Ao contrário do que muita gente pensa, as redes sociais não serão, sozinhas, responsáveis por determinar a vitória de um candidato nas eleições de outubro. O fato de um político ter milhares ou milhões de seguidores não garante a ele um número de votos proporcional ao seu engajamento no mundo virtual. O bom e velho santinho, por exemplo, ainda tem importância na decisão do eleitor. A análise é de Felipe Nunes, cientista político e diretor do instituto de pesquisas eleitorais e de comportamento Genial/Quaest.

Um levantamento da Quaest mostra que 38% das pessoas se informam sobre política pelas redes sociais, 35% pela televisão e 10% por sites, blogs e portais. Foram entrevistadas 2.004 pessoas maiores de 16 anos. Apesar do percentual somado de 48% de cidadãos que buscam informações por meios digitais, Felipe Nunes considera que é um erro o candidato focar sua campanha somente nas redes. “O desafio que os candidatos têm é, na minha visão, não escolher um mecanismo para buscar essa atenção, mas, na verdade, diversificar a sua estratégia de comunicação justamente para dar conta dos benefícios que os diferentes mecanismos têm”, frisa o cientista político.

Felipe Nunes cita como referência a importância do rádio na comunicação com o eleitor: “As redes sociais ganharam a importância de mobilização, engajamento, e as pessoas estão, obviamente, também muito ligadas nessa interação, que acaba gerando um certo entretenimento que também desperta atenção das pessoas. Mas o rádio, por exemplo, tem um papel super importante. Ele é, nas pesquisas que eu faço, o mecanismo, o meio de comunicação mais confiável, aquele que o eleitor se sente mais próximo”.

O diretor da Quaest finaliza dizendo que o corpo-a-corpo com o eleitor também pode ser decisivo para o candidato conquistar os votos. “Os jornais, os panfletos, todos são mecanismos. Movimentos de rua, as reuniões, os comícios, são diferentes estratégias que, combinadas, potencializam a visibilidade dos candidatos”, conclui.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.