Belo Horizonte
Itatiaia

Presidenciável quer ampliar número de ministros no STF para contrabalançar indicações do PT

Aldo Rebelo afirmou estar disposto a entrar em 'confronto' com o STF para 'equilibrar' o Poder Judiciário em relação às correntes políticas

Por e , Brasília
Aldo Rebelo é pré-candidato à Presdiência
Aldo Rebelo é pré-candidato à Presdiência • Agência Brasil

O ex-ministro e pré-candidato à Presdiência da República Aldo Rebelo defendeu em entrevista à Rádio Itatiaia nesta sexta-feira (17) a ampliação do número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como forma de fazer frente à maioria de indicados por governos do PT na Corte.

Hoje, os indicados por governos Lulistas com cargo na Corte são: Dias Toffoili, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

A proposta, segundo Rabelo, é contra a "excessiva interferência do Judiciário no funcionamento do país".

O pré-candidato ainda afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende “desinterditar o Brasil” e não descarta medidas duras em relação ao STF. “Se precisar ter um confronto, vai ser necessário, porque é melhor esse confronto do que o país continuar parado”, disse ele.

Como medida, Rabelo disse querer aumentar o número de ministros da Corte. “Por que o próximo presidente da República […] não pode nomear seis ministros e passar o número do Supremo de 11 para 17, como já foi no passado? Por que não pode acontecer?”, questionou ele.

Rebelo argumenta que, com novas indicações, seria possível reequilibrar o tribunal diante do que considera uma concentração de nomes ligados a um mesmo campo político. Ele mencionou que, com futuras indicações, o atual presidente poderia ampliar ainda mais essa maioria. “Seriam 16 ou 17 ministros nomeados pelo mesmo esquema político”, afirmou ele.

O ex-ministro também citou outros mecanismos de enfrentamento, como o impeachment de ministros, desde que haja crime de responsabilidade. “Desde que haja um crime de responsabilidade cometido pelo ministro do Supremo, claro que qualquer ministro pode ser impedido”.

Por

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

Por

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

Tópicos