PF estima gastar cerca de R$ 95 milhões com a segurança de candidatos à Presidência
De acordo com a instituição, a preparação da operação começou há cerca de dois anos, com treinamentos das equipes e estudos para definir os esquemas de proteção de cada candidatura

A Polícia Federal (PF) calcula gastar aproximadamente R$ 95 milhões com a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral deste ano.
O valor é cerca de 66,7% maior do que o investido na eleição presidencial anterior, quando foram desembolsados R$ 57 milhões.
A estrutura planejada pela instituição poderá atender até dez candidatos simultaneamente e será colocada em prática a partir da próxima segunda-feira (20), após a oficialização das candidaturas nas convenções partidárias e a apresentação dos respectivos pedidos de proteção pelas campanhas políticas, que também poderão optar por não utilizar o serviço.
Ao todo, a PF disponibilizará 458 servidores que poderão ser mobilizados para a operação. O efetivo inclui agentes responsáveis pela proteção dos presidenciáveis, além de equipes de inteligência, logística e chefia de segurança.
Cada candidato contará com um planejamento próprio, elaborado com base na metodologia técnica de análise de risco e de acordo com a evolução das ameaças, vulnerabilidades e características de cada compromisso de campanha.
Segundo a corporação, as avaliações levarão em consideração fatores como o histórico de ameaças, os locais dos eventos, os deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.
No caso da confirmação da candidatura do presidente Lula (PT) pela Justiça Eleitoral, por já ocupar o cargo, sua segurança permanecerá sob um modelo híbrido, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e da Polícia Federal.
De acordo com a corporação, a preparação da operação começou há cerca de dois anos, com treinamentos das equipes e estudos para definir os esquemas de proteção de cada candidatura.
Segundo a PF, os R$ 95 milhões serão destinados à remuneração dos servidores, à aquisição de equipamentos — como sistemas antidrones, viaturas blindadas e armamentos —, além da cobertura de despesas operacionais das equipes deslocadas para acompanhar os candidatos durante o período eleitoral.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



