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Polícia Federal arquiva apuração sobre suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras

A solicitação da AGU surgiu após a revelação de um projeto norte-americano de R$ 5 milhões para grupos de oposição no Brasil, conforme publicado pelo The Guardian

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Imagem da sede da Polícia Federal • Marcos Oliveira/Agência Senado.

A Polícia Federal (PF) decidiu arquivar, em Brasília, o pedido de apuração sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A representação havia sido feita pela Advocacia-Geral da União (AGU) à PF na semana passada. A investigação preliminar foi anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia da votação no primeiro turno, no último domingo (4).

“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, declarou na ocasião.

Questionada pela reportagem, a AGU disse já ter sido informada sobre o arquivamento.

O pedido

O pedido da AGU foi apresentado após o jornal The Guardian publicar sobre um projeto norte-americano intitulado de "Combate à Litigância", que previa cerca de R$ 5 milhões em recursos para grupos de oposição a supostos abusos do poder judicial e censura do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o veículo, o valor seria investido em organizações que são contra o que consideram "abuso de poder judicial e censura" por parte do STF.

O valor faz parte de um pacote de US$ 175 milhões (cerca de R$ 918 milhões) do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado americano. Além do Brasil, os valores do pacote também seriam destinados a outros projetos pelo mundo, afirmou o jornal.

O Guardian diz que US$ 40 milhões seriam destinados a um fundo anticomunista, um grupo de direitos dos sul-africanos brancos também receberia apoio e aliados ideológicos dos Estados Unidos na Europa entrariam em programas de recompensas.

Em outras medidas contra o STF, o governo americano já sancionou o ministro Alexandre de Moraes, em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky, como punição por supervisionar o julgamento que levou à condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe, após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Os EUA posteriormente revogaram as sanções em dezembro. Agora, o financiamento aos grupos no Brasil acontece enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê uma tentativa de interferência de Washington nas eleições brasileiras.

 

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