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Meta tem 24 horas para comprovar que não houve favorecimento em campanhas eleitorais

Após descumprimento do prazo inicial dado pelo TSE para explicar as medidas adotadas, o tribunal determina novo prazo e multa que passará de R$500 mil para R$ 1 milhão

Por, Brasília
TSE forma maioria para manter decisão que impede interferência da Meta nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
TSE dá 24h para Meta explicar medidas para impedir favorecimento em campanhas eleitorais • Justin Sullivan/Getty Images via AFP
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 24 horas para que a Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, comprove que está cumprindo as determinações para garantir tratamento igualitário às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que concorrem ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro. A decisão foi tomada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze nesta segunda-feira (19).

Caso a empresa não apresente as comprovações exigidas, a multa diária poderá passar de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. A cobrança ocorre, segundo o magistrado, após a empresa ter ampliado por conta própria, de 72 horas para cinco dias, o período para atender às exigências, sem autorização da Justiça Eleitoral. Bellizze ressaltou à Maeta que a apresentação de recursos não suspende o cumprimento das ordens judiciais.

Entre as providências exigidas pelo TSE estão:

  • Algoritmos: explicar como funcionam os mecanismos de recomendação e distribuição de conteúdos políticos nas plataformas;

  • Propaganda eleitoral: apresentar relatórios individualizados, em português, sobre anúncios das duas candidaturas e eventuais restrições de impulsionamento;

  • Perfis falsos: apurar a possível atuação de redes de contas inautênticas na divulgação de material eleitoral;

  • Inteligência artificial: fornecer informações sobre conteúdos criados ou alterados artificialmente e os mecanismos utilizados para identificá-los;

  • Cumprimento das decisões: comprovar quais medidas foram adotadas por determinação judicial e diferenciá-las das iniciativas tomadas pela própria empresa.

Campanhas de Lula e Flávio acionaram o TSE

O tribunal acionou a empresa após a campanha petista denunciar supostas restrições ao alcance de publicações favoráveis ao presidente e diferenças no funcionamento das ferramentas de inteligência artificial, relatados por usuários da plataforma. Um dos episódios citados envolve a Meta AI, que teria impedido a criação de imagens relacionadas a Lula, enquanto permitia solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro.

O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, se reuniu com representantes da Meta que informaram que a empresa informou que trabalhava desde a noite de terça-feira (13) para aperfeiçoar os filtros da Meta AI e reforçaram que as falhas atingiram as duas campanhas, não apenas a de Lula.

Após o encontro, na sexta-feira (16), o plenário do TSE confirmou, por unanimidade, a decisão que proíbe a plataforma de reduzir artificialmente a distribuição de conteúdos ou aplicar critérios diferentes às candidaturas.

Flávio Bolsonaro também procurou a Justiça Eleitoral alegando prejuízos provocados pela atuação da empresa. O bolsonarista pediu medidas contra o impulsionamento de publicações negativas sobre sua candidatura e foi autorizado por Bellizze a participar, como interessado, do processo que discute o tratamento dado aos presidenciáveis nas redes sociais.

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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