Meta tem 24 horas para comprovar que não houve favorecimento em campanhas eleitorais
Após descumprimento do prazo inicial dado pelo TSE para explicar as medidas adotadas, o tribunal determina novo prazo e multa que passará de R$500 mil para R$ 1 milhão

Caso a empresa não apresente as comprovações exigidas, a multa diária poderá passar de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. A cobrança ocorre, segundo o magistrado, após a empresa ter ampliado por conta própria, de 72 horas para cinco dias, o período para atender às exigências, sem autorização da Justiça Eleitoral. Bellizze ressaltou à Maeta que a apresentação de recursos não suspende o cumprimento das ordens judiciais.
Entre as providências exigidas pelo TSE estão:
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Algoritmos: explicar como funcionam os mecanismos de recomendação e distribuição de conteúdos políticos nas plataformas;
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Propaganda eleitoral: apresentar relatórios individualizados, em português, sobre anúncios das duas candidaturas e eventuais restrições de impulsionamento;
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Perfis falsos: apurar a possível atuação de redes de contas inautênticas na divulgação de material eleitoral;
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Inteligência artificial: fornecer informações sobre conteúdos criados ou alterados artificialmente e os mecanismos utilizados para identificá-los;
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Cumprimento das decisões: comprovar quais medidas foram adotadas por determinação judicial e diferenciá-las das iniciativas tomadas pela própria empresa.
Campanhas de Lula e Flávio acionaram o TSE
O tribunal acionou a empresa após a campanha petista denunciar supostas restrições ao alcance de publicações favoráveis ao presidente e diferenças no funcionamento das ferramentas de inteligência artificial, relatados por usuários da plataforma. Um dos episódios citados envolve a Meta AI, que teria impedido a criação de imagens relacionadas a Lula, enquanto permitia solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro.
O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, se reuniu com representantes da Meta que informaram que a empresa informou que trabalhava desde a noite de terça-feira (13) para aperfeiçoar os filtros da Meta AI e reforçaram que as falhas atingiram as duas campanhas, não apenas a de Lula.
Após o encontro, na sexta-feira (16), o plenário do TSE confirmou, por unanimidade, a decisão que proíbe a plataforma de reduzir artificialmente a distribuição de conteúdos ou aplicar critérios diferentes às candidaturas.
Flávio Bolsonaro também procurou a Justiça Eleitoral alegando prejuízos provocados pela atuação da empresa. O bolsonarista pediu medidas contra o impulsionamento de publicações negativas sobre sua candidatura e foi autorizado por Bellizze a participar, como interessado, do processo que discute o tratamento dado aos presidenciáveis nas redes sociais.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



