Marqueteiro de Cury: 'Ataques da esquerda e direita ajudam no crescimento'
Sergio Lima, marqueteiro de Augusto Cury, revelou à CNN que a campanha utiliza os ataques de esquerda e direita para aumentar a visibilidade do candidato e furar sua bolha de eleitores

O publicitário Sergio Lima, marqueteiro do candidato a presidente Augusto Cury, afirmou à CNN nesta segunda-feira (31) que os ataques da esquerda e da direita ao seu cliente têm impulsionado o crescimento dele. A estratégia é usar a repercussão negativa para dar visibilidade e apresentar propostas.
Lima explicou que, após a sabatina da Globo, onde Cury "passou a ser conhecido e criticado", a equipe decidiu usar essa exposição. "Ataques que direita e esquerda fazem estão nos ajudando a entrar nos eleitores de quem nos ataca", declarou o marqueteiro, que já trabalhou em campanhas da família Bolsonaro.
Ele detalhou que o objetivo é transformar essa "onda negativa" em crescimento. "A gente vai usar a energia negativa dos adversários para tornar ele mais conhecido e começar a apresentar mais propostas, mostrar mais propostas na área de educação, saúde e segurança. Os adversários, ao criticarem, acabam tornando ele conhecido pelos eleitores desses adversários", disse Lima.
Para o publicitário, a visibilidade gerada pelos ataques permite comparações diretas, como a que Augusto Cury faz entre si e outros nomes como Lula e Flávio Bolsonaro.
Questionado pela CNN sobre a acusação de que o crescimento exponencial de Cury nas redes sociais se deve a robôs, Lima refutou: "Não tem como ser robô, porque 95% dos seguidores são brasileiros. Você vai ver lá: não tem comentário fake. São comentários reais, não tem como manipular..".
Sobre o posicionamento político de Augusto Cury, o marqueteiro respondeu que ele "é um cara mais à direita, conservador, mas pensa que o Estado tem que ter papel presente, porque o país não está preparado para ser 100% capitalista. Ele não quer Estado mínimo", declarou.
Lima finalizou explicando que a estratégia inicial foi utilizar o alto nível de conhecimento que Cury já tinha por sua carreira como escritor para expandir sua base eleitoral. "A estratégia principal foi furar a bolha dele. Como é um cara já conhecido, a gente utilizou estratégias para ativar a base dele, muito livro lido. Vitórias são emocionais, não são técnicas. Estamos ativando conexão emocional com as pessoas, e isso fez com que furasse a bolha muito rápido".
Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.



