Manifestação contra Lula na UFRN termina em confronto físico e provocações no campus
Ato organizado por grupos conservadores teve presença de parlamentares, acusações mútuas de agressão, interrupção de aulas e anúncio de medidas judiciais pela reitoria

Uma manifestação contra o presidente Lula (PT) na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na noite desta segunda-feira (19), terminou em uma briga generalizada entre participantes do ato e grupos opositores.
A mobilização ocorreu no Campus Central e foi organizada por estudantes ligados aos movimentos Direita UFRN e Endireita RN. O evento contou com a participação do deputado federal General Girão (PL-RN) e da deputada estadual eleita Camila Araújo (PL-RN).
Os dois lados do confronto apresentaram versões diferentes sobre a origem dos atos de violência registrados na noite de segunda-feira (19).
Integrantes do movimento de direita afirmaram ter sido vítimas de agressões e de tentativas de expulsão da universidade. Já parlamentares e representantes de grupos de esquerda acusaram participantes da manifestação contra Lula de agredir estudantes.
O deputado General Girão também afirmou que manifestantes tiveram carros riscados e pneus furados, além de relatar o arremesso de pedras contra o grupo.
Já a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) denunciou agressões contra estudantes e militantes. Segundo ela, participantes do ato, incluindo parlamentares, foram alvo de socos e chutes. A parlamentar acionou a Polícia Federal (PF) e a Justiça Eleitoral para que investiguem possíveis infrações eleitorais e casos de violência política.
A deputada Duda Salabert (PSOL-MG) também informou que acionou o Conselho de Ética contra Girão, acusando o parlamentar de incentivar agressões físicas e intimidação dentro da UFRN.
Em nota, a instituição manifestou "preocupação e repúdio" aos episódios de violência registrados na universidade. "As instituições expressam solidariedade às pessoas atingidas e reafirmam que nenhuma divergência política pode justificar agressões, intimidações ou qualquer forma de violência. As instituições públicas de educação são espaços de formação cidadã, produção do conhecimento, pensamento crítico e diálogo entre diferentes ideias e visões de mundo", diz um trecho da nota.
A universidade informou que adotará medidas administrativas e judiciais para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



