‘Jovem não quer CLT’, afirma Caiado ao defender transição para fim da escala 6x1
Candidato à Presidência diz que mudanças no mercado de trabalho exigem novas formas de organização

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que o fim da escala 6x1 deve ser acompanhado por um período de transição para que empresas possam se adaptar às mudanças. Segundo ele, as novas gerações também buscam formas diferentes de organização do trabalho. A declaração foi dada durante sabatina da Record, nesta quinta-feira (17).
Caiado afirmou que a mudança na jornada de trabalho precisa considerar as necessidades de setores que exigem mão de obra especializada. Para o candidato, um período de transição permitiria que empresas se adequassem às novas regras.
“Os empresários defendem que possa haver mobilidade. Neste período de transição, você não tem como equipar uma rede hospitalar, por exemplo. Como você vai treinar essas pessoas para suprir áreas de demanda mais especializada? Então, você vê que é um processo extremamente populista”, afirmou.
O candidato também defendeu mudanças na forma como as novas gerações se relacionam com o mercado de trabalho. Segundo Caiado, os jovens buscam maior flexibilidade na jornada e menos vínculo com o modelo tradicional de contratação.
“E o que o jovem hoje demanda? O jovem não quer CLT. O jovem hoje quer essa liberdade de trabalhar quatro horas em um dia, dez horas no outro ou cinco horas no outro. Esse é o avanço da sociedade”, declarou.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



