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Gabriel e Simões discutem em debate sobre a tragédia na Zona da Mata: 'Não adianta chamar de joia'

Chefe do Executivo mineiro enumerou obras em saúde na região, mas não foi poupada de críticas pelo emedebista

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Gabriel Azevedo (esq.) e Mateus Simões (dir.) durante debate entre candidatos ao Governo de Minas Gerais na TV Globo
Gabriel Azevedo (esq.) e Mateus Simões (dir.) durante debate entre candidatos ao Governo de Minas Gerais na TV Globo • Globo/Reprodução

As ações da gestão do atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), na Zona da Mata mineira foram duramente criticadas pelo candidato Gabriel Azevedo (MDB) no debate da TV Globo nesta terça-feira (29).

Ao discutirem os problemas relativos à região, o pessedista destacou os investimentos locais do Poder Executivo mineiro na área da saúde. Ele se referiu ao Hospital Ascomcer como a “joia da coroa”.

“Nós estamos reformando os hospitais de Ponte Nova. Nós levamos a oncologia para Ubá… Expandimos o João Penido e colocamos, lá no Teresinha de Jesus, equipamento para cirurgia neurológica. Por fim, falar da joia da coroa da nossa Juiz de Fora, que é o Ascomcer, esse hospital que todo mundo gosta tanto, e para o qual nós compramos um acelerador nuclear para a gente poder fazer radioterapia para mais gente na Zona da Mata”, disse Simões.

Gabriel, porém, optou por não manter o debate na área da saúde. Como forma de crítica, o ex-vereador de Belo Horizonte relembrou a tragédia que afetou cidades da Zona da Mata mineira no início deste ano, em razão das chuvas, e concentrou seu discurso na resolução da questão.

“Eu não quero ver na Zona da Mata a repetição da cena das chuvas, Mateus. Não adianta chamar Juiz de Fora de joia se, a cada janeiro, a gente vê se repetirem as cenas de lama na casa das pessoas em Juiz de Fora e Ubá”, respondeu.

O emedebista citou o conceito de “cidade esponja” para expor como planeja evitar que novos desastres semelhantes ocorram na região.

“O que é que eu proponho? Uma ‘Zona da Mata esponja’. O que é esse conceito de ‘cidade esponja’? Não é ficar concretando como se a gente estivesse nos anos 1960 ou 1970. É recuperar leito de rio. É cuidar da arborização. É cuidar das encostas. É prevenir em vez de ver as cenas das chuvas repetindo”, explicou.

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Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.

 

 

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