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Gabriel Azevedo apresenta plano e propõe descentralizar gestão em Minas

A peça foi apresentada 15 dias antes da convenção partidária e é descrito pelos autores como uma proposta 'em construção'

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Karoline Barreto/ CMBH.

O ex-vereador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB), apresentou nesta quarta-feira (15) o que chamou de "versão 1.5" do seu plano de governo, caso seja eleito nas eleições de outubro deste ano. A peça, de acordo com ele, no entanto, ainda "está em construção" e "pendente de revisão" até a convenção partidária, no próximo mês.

Em entrevista à Itatiaia, o pré-candidato afirma que a proposta central do plano é a criação de "governos regionais" para descentralizar a administração estadual.

Segundo Gabriel, a ideia é aproximar o Estado dos 853 municípios mineiros sem, no entanto, ampliar a máquina pública. De acordo com ele, a estrutura seria formada pelo remanejamento de 1,5% dos cargos comissionados já existentes. "O governador não governa sozinho. Não dá para acompanhar os prazos, as obras e as deficiências no local o tempo inteiro", disse.

O economista Marcos Lisboa, responsável pela coordenação do plano, afirma que o objetivo é garantir que o governo, se eleito, tenha "escuta ativa" das demandas específicas de cada um dos 853 municípios mineiros.

O plano reconhece a gravidade da crise fiscal em Minas e condiciona a expansão de serviços ao controle rigoroso dos gastos. Uma das propostas é a criação de uma agência independente para avaliar políticas públicas, com diretores técnicos e mandatos fixos. "O dinheiro público tem que estar sendo bem gasto. Não pode ficar inventando novos programas, gastando os recursos da sociedade, ainda mais em um estado com a grave crise fiscal que Minas tem, né?", disse Lisboa.

Infraestrutura e ferrovias

A retomada da agenda ferroviária é tratada como um eixo transversal para reduzir o custo logístico e o desgaste das rodovias.

O plano sugere a captação de recursos federais de compensação mineral para destravar projetos ferroviários que hoje enfrentam lentidão burocrática entre diferentes agências. "Ferrovia não fica pronta em quatro anos, mas ela precisa começar. Com a integração dos recursos que estão disponíveis, que estão no Governo Federal", afirmou Gabriel.

Para a candidatura, o MDB ainda não tem composições formalizadas e não descarta seguir com um palanque "puro-sangue". De acordo com o pré-candidato, o partido está em contato com diversas siglas, mas só haverá alianças caso haja aderência às propostas apresentadas.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.