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Flávio Bolsonaro minimiza ausência do centrão na campanha e critica Lula em Alagoas

Candidato presidencial disse que tentou evitar medidas dos EUA e atribuiu a responsabilidade da taxação ao atual presidente

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Flávio Bolsonaro durante passeata em Alagoas
Flávio Bolsonaro durante passeata em Alagoas • Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizou nesta quarta-feira (26), em Alagoas, a ausência de lideranças do centrão durante sua campanha presidencial no estado e criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Em seu primeiro giro por um estado nordestino, o candidato destacou que já conta com o apoio dos “principais quadros” de partidos de centro.

Em Arapiraca, no interior alagoano, Flávio Bolsonaro afirmou que tentou agir para evitar as medidas. “Eu tentei fazer minha parte lá atrás, porque o Lula fez muita força, pediu esse tarifaço, implorou por esse tarifaço e ele conseguiu. Mérito do Lula, parabéns, Lula, pelo Brasil ser tarifado pelos Estados Unidos”, declarou o candidato.

Questionado sobre futuras negociações acerca do tema, Flávio Bolsonaro disse que a atribuição é do atual presidente, mas ressaltou que, se eleito, pretende adotar uma postura diferente na relação com outras potências. “Quem tem que fazer isso é o presidente do Brasil”, disse.

Ele acrescentou: “Eu, enquanto presidente da República, pode ter certeza que vai ter um presidente que vai sentar de igual para igual, com credibilidade, com os Estados Unidos, China, Índia, Argentina, Israel, Abu Dhabi, Oriente Médio inteiro, para fazer os melhores acordos que sejam bons para o povo brasileiro.”

As agendas em Alagoas tiveram como principal anfitrião o deputado Alfredo Gaspar (PL), escolhido por Flávio Bolsonaro para compor sua chapa como vice. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou a passagem pelo estado para apresentar o alagoano como uma das principais referências de sua proposta para a segurança pública e como símbolo do espaço que pretende dar ao Nordeste.

Centrão

Ao ser questionado sobre a ausência de representantes do centrão nos eventos, o senador Flávio Bolsonaro argumentou que a falta de dirigentes partidários não significa ausência de apoio político. Entre os que não participaram das agendas estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados e candidato ao Senado por Alagoas, Arthur Lira (PP), e o ex-prefeito de Maceió e candidato ao governo estadual, JHC (PSDB).

“O mais importante é que os principais quadros dos partidos de centro estão nos apoiando. Aqui em Alagoas, o principal quadro — que não é do centro, é do PL — é o Alfredo Gaspar. É a maior representatividade que o Nordeste pode ter numa chapa presidencial”, destacou Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro disse ainda que pretende dar “um olhar especial” à região. “O Brasil só vai ser grande quando o Nordeste for grande”, declarou.

Em Arapiraca, Flávio Bolsonaro também exaltou a atuação de Alfredo Gaspar quando era secretário de Segurança Pública de Alagoas. O senador relembrou o caso de uma menina sequestrada na região que foi resgatada após uma operação policial.

Segundo o candidato, Gaspar mobilizou a polícia e conseguiu encontrar a criança em menos de dez horas. Para Flávio Bolsonaro, o episódio é um exemplo de como o fortalecimento das forças de segurança pode proteger as famílias.

Ele aproveitou a lembrança para fazer uma comparação com a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que, se eleito, subirá a rampa do Planalto “com duas pessoas libertadas do cativeiro: Mariana e Jair Bolsonaro”.

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