Patrus promete órgão estatal para fiscalizar terras raras em MG, mas nega ‘estatizar riqueza'
Candidato do PT ao governo de Minas defendeu presença do Estado no acompanhamento da exploração mineral, com foco em direitos trabalhistas, meio ambiente e industrialização no estado

Patrus Ananias, candidato do PT ao Governo de Minas Gerais, diz que pretende criar, caso seja eleito, uma estrutura estatal para acompanhar e fiscalizar a exploração de terras raras no estado. Ao mesmo tempo, negou defender a estatização dessas riquezas minerais.
A declaração foi dada durante sabatina à CNN Brasil nesta quarta-feira (26). Patrus foi questionado sobre o potencial de Minas Gerais na exploração de terras raras e sobre a possibilidade de criação de um órgão estadual voltado ao setor. "Nós não vamos estatizar essas riquezas”, afirmou o candidato.
De acordo com o petista, a proposta é garantir uma presença do Estado capaz de acompanhar a atividade privada e fiscalizar o cumprimento de obrigações por parte das empresas. Patrus disse que considera importante haver “um espaço no governo” para essa função.
“É importante considerarmos um espaço no governo para acompanhar, fiscalizar, garantir que as empresas façam a sua parte, especialmente na questão do respeito aos direitos trabalhistas e também do respeito ambiental”, disse.
O candidato também defendeu que a exploração mineral seja associada à industrialização dentro de Minas Gerais, de forma que uma parcela maior da riqueza gerada permaneça no estado.
“Queremos a presença [do Estado] para industrializar e fazer com que essas riquezas permaneçam aqui no nosso estado."
Sua proposta, na avaliação do candidato, não exclui a participação do setor privado. Segundo Patrus, a exploração deve ocorrer em parceria com empresas, mas com fiscalização pública voltada ao interesse coletivo.
“Nós estamos abertos ao setor privado, com a presença do Estado no sentido de garantir o bem público, o bem comum”, declarou.
Na avaliação do candidato, a atuação estatal também deverá assegurar respeito aos direitos trabalhistas e previdenciários, além de regras ambientais.
Ele acrescentou que a exploração mineral precisa contribuir para o desenvolvimento econômico e social de Minas, com geração de emprego e renda.
Meio ambiente entra no debate
Durante a sabatina, Patrus também relacionou a exploração das riquezas minerais à proteção ambiental. O candidato disse que Minas precisa preservar fontes de água e condições necessárias à agricultura.
“Nós precisamos preservar as fontes da vida, preservar também as condições da agricultura”, declarou Patrus. A presença do Estado no setor, segundo o petista, deverá servir justamente para equilibrar atividade econômica, interesse público e proteção ambiental.
Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público



