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Flávio roda o país para montar palanques e testar alcance do bolsonarismo

Giro por quatro estados combina palanques competitivos, encontro com Michelle, força em redutos bolsonaristas e tentativa de avançar no Nordeste

PorBrasília
Flávio Bolsonaro posa ao lado de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes
Flávio Bolsonaro posa ao lado de Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes • Divulgação

Uma semana depois de oficializar a candidatura à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entra neste fim de semana numa nova etapa da campanha: a montagem dos palanques estaduais. Em dois dias, o senador passa por São Paulo, Santa Catarina, Paraíba e Distrito Federal numa tentativa de combinar força nos redutos bolsonaristas com avanços em terrenos eleitorais mais difíceis.

A maratona começa neste sábado (1º) por São Paulo, onde Flávio acompanha a convenção que lança o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição. A fotografia interessa à campanha presidencial: além de comandar o maior colégio eleitoral do país, Tarcísio é hoje uma das principais pontes entre o bolsonarismo e setores da direita que orbitam fora do PL.

De São Paulo, Flávio segue para Santa Catarina, terreno mais confortável. A convenção que oficializa Jorginho Mello (PL) à reeleição também lança Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni (PL) ao Senado. Jair Renan Bolsonaro - filho 04 do ex-presidente - deve disputar a Câmara após um mandato como vereador em Baleário Camboriú.

 

A aposta catarinense é menos de expansão e mais de maximização de votos. O estado é um dos principais bastiões bolsonaristas e terá o sobrenome Bolsonaro espalhado pelas disputas presidencial, proporcional e ao Senado.

O movimento muda de natureza no domingo (2). Na Paraíba, Flávio sobe no palanque de Efraim Filho (PL), candidato ao governo, e de Marcelo Queiroga (PL), que concorre ao Senado. Num Nordeste historicamente favorável ao PT e a Lula, a missão é outra: construir capilaridade e tentar diminuir a diferença para o adversário onde o bolsonarismo tradicionalmente encontra mais dificuldade.

A última parada será Brasília, onde o PL deve apoiar a reeleição da governadora Celina Leão (PP) e lançar Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado.

A convenção terá também uma função de pacificação interna. Flávio e Michelle devem dividir publicamente o mesmo palanque pela primeira vez desde o atrito provocado por divergências sobre alianças do PL e a atuação da ex-primeira-dama no partido.

O roteiro desenhado para o fim de semana expõe a equação da campanha de Flávio: fazer gordura eleitoral onde o bolsonarismo já é forte, montar palanques capazes de abrir fronteiras onde é fraco e evitar que disputas dentro do próprio campo contaminem a corrida presidencial.

Nesse tabuleiro, a família continua sendo ativo eleitoral - mas também parte da engenharia que Flávio terá de administrar para tentar transformar o capital político herdado do pai numa candidatura de alcance nacional.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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