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Elmano acusa Ciro de 'deixar a facção tomar conta' do Ceará em seu mandato

Governador também acusa ex-governador de estar aliado ao PL e associa partido a suposta proteção a chefes de facção

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Elmano ironiza experiência de Ciro e questiona dados apresentados por ex-governador • Reprodução/TV Bandeirantes

Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB) participam de debate da Band Ceará, neste domingo (9). Os dois protagonizam o debate, já que o candidato Pedro Brito (Novo), que também disputa o Governo do Ceará, não participou do encontro.

O atual governador afirmou que o estado vem enfrentando as organizações criminosas e acusou o ex-governador de ter permitido a expansão de facções no Ceará.

“O Comando Vermelho chegou ao estado do Ceará em sua primeira célula em 1993, o governador não era eu, era você. Portanto, a semente do Comando Vermelho chegou nesse estado, com você governador”, acusa Elmano.

Ao defender a política de segurança do governo, Elmano afirmou que o Ceará colocou cerca de 5 mil integrantes de facções na cadeia em 2025 e retirou R$ 3,3 bilhões das organizações criminosas. O petista também citou investimentos em inteligência, Polícia Militar e aquisição de drones.

“Nós não vamos recuar um centímetro. Nós vamos continuar indo pra cima do crime e fortalecer a nossa Polícia Militar, a inteligência, a compra de drones que estamos realizando pra garantir um trabalho cada vez mais forte e mais integrado”, afirmou.

O atual governador defendeu os resultados de sua gestão e provocou o adversário ao associá-lo ao Partido Liberal (PL), partido que, segundo ele, seria aliado de Ciro.

Ciro rebateu e criticou a política de recursos humanos da atual gestão. O tucano questionou a estrutura salarial da Polícia Militar e afirmou que o governo não realizou concursos para delegado entre 2015 e 2025.

“Quando você diz que contratou muitos soldados, eu digo: é verdade, contratou muitos soldados. Mas sabe o que eles fizeram? Destruíram a base da organização da Polícia Militar”, afirmou.

Elmano diz que o ex-governador estaria ao lado de um grupo político que não combate as facções. Ao citar o PL, o petista afirmou que o partido seria responsável por “esconder o chefe de facção desse país”.

“Estão no Rio de Janeiro. Sabe onde? Onde é administrada há anos pelo PL, o seu partido aliado. Do lado que você está com o seu time. O seu time é o que esconde o chefe de facção desse país”, disse Elmano.

"Começou a baixaria", diz Ciro ao ser relacionado com o partido de direita e acusou o atual governador de recorrer a ataques políticos para fugir da discussão sobre segurança. O ex-governador afirmou que, durante sua gestão, não havia facções com a força atual e declarou que não teria tolerância com integrantes de organizações criminosas.

“Eu fui governador do Ceará e, de mim, se houvesse falar numa facção, não durava um dia aqui, Elmano, com a tua moleza de deixar a facção tomar conta”, relata Ciro.

Na sequência, Elmano aponta que “admira” que Ciro, após mais de 40 anos de vida pública, apresente informações que, segundo ele, estão equivocadas. Elmano disse ainda que os dados utilizados durante o debate seriam apresentados em suas redes sociais, com as respectivas fontes.

O tucano também citou o caso de um aliado de Elmano, a quem chamou de “Bebeto do Choró”, condenado por envolvimento com organização criminosa. Ciro afirmou que não mantém vínculos com pessoas ligadas a facções e que qualquer aliado seu que apresentasse esse tipo de relação seria afastado.

Na sequência, Ciro criticou a política de recursos humanos da segurança pública e questionou a estrutura salarial da Polícia Militar. Segundo ele, o governo contratou soldados, mas não teria fortalecido a progressão na carreira. Também afirmou que não houve concursos para delegado entre 2015 e 2025.

Ciro ainda contestou a afirmação de que apenas 27% dos homicídios no Ceará seriam investigados. Segundo o ex-governador, todos os homicídios são investigados, mas a taxa de elucidação seria de aproximadamente 35%.

Elmano voltou a defender a gestão e afirmou que o efetivo da Polícia Civil passou de 5 mil profissionais durante seu governo. O petista também citou a aprovação da Lei Antifacção pelo governo federal como parte das medidas de combate ao crime organizado.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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