Eleições 2026: veja quem apoia Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno
Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) optaram por não apoiar publicamente nenhum candidato; Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) indicaram apoio a Flávio Bolsonaro

No dia 25 de outubro, o Brasil volta às urnas para definir a corrida presidencial e, em alguns estados, também os governadores. Entre os candidatos que ficaram pelo caminho na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), o grupo se dividiu entre a neutralidade e o alinhamento à direita, em busca dos votos dos mais de nove milhões de brasileiros que optaram por candidaturas que ficaram fora do segundo turno.
Do lado da neutralidade, Renan Santos (Missão) optou por não endossar nenhum dos finalistas publicamente.
Juntos, eles representam uma parcela de eleitores que não se identifica com a polarização, que buscam a terceira via, e que as campanhas agora tentam conquistar diretamente.
Por outro lado, nomes consolidados no cenário regional indicaram apoio a uma das candidaturas. Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Com isso, buscam ampliar a base de apoio do candidato em estados como Minas Gerais e Goiás.
Abstenções
Em contrapartida, a campanha petista ajusta sua estratégia para buscar parte dos mais de 30 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, além de estabelecer alianças com prefeitos e lideranças políticas em busca de apoio regional.
Candidatos podem usar material de campanha de quem os apoia?
Com o apoio de ex-adversários, os candidatos podem incorporar à campanha imagens, jingles e declarações de antigos concorrentes, desde que respeitadas as regras da propaganda eleitoral. No segundo turno, a participação de filiados a partidos que formalizaram apoio a outra candidatura é restrita pela legislação eleitoral.
Na prática, os acordos políticos podem se transformar em inserções publicitárias nas quais o político derrotado pede votos para o candidato que decidiu apoiar. A participação de apoiadores na propaganda eleitoral deve seguir as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
A dinâmica do segundo turno, porém, ultrapassa a disputa nas urnas. Os acordos firmados ao longo de outubro podem influenciar a composição política do próximo governo e a relação com o Congresso Nacional. Ao atrair antigas lideranças adversárias, o candidato eleito amplia sua base de apoio para o início do mandato, mas os efeitos desses acordos dependem das negociações políticas que serão feitas após a eleição.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.


