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Lud Falcão minimiza diferenças ideológicas e defende união de deputadas na ALMG contra o feminicídio

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, quinta deputada mais votada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais exaltou o crescimento histórico da bancada feminina e defendeu a união das parlamentares para resolver problemas essenciais do estado

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Deputada estadual Lud Falcão (Republicanos) • Guilherme Dardanhan / ALMG

A deputada estadual Lud Falcão (Republicanos), reeleita para seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) como a quinta mais votada nas eleições, afirmou que a polarização e as diferenças ideológicas ficam de lado quando se trata de pautas importantes para a bancada feminina. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, nesta sexta-feira (9), a parlamentar defendeu uma união entre as deputadas para enfrentar a escalada de feminicídios no estado.

No último domingo (4), o eleitor mineiro elegeu o maior número de deputadas na história da ALMG, aumentando a bancada de 15 para 20 eleitas. Entre as mulheres, Lud Falcão foi a segunda mais votada, recebendo a preferência de 159.944 eleitores, quase 100 mil a mais do que no pleito de 2022.

“Minas Gerais é um estado muito sério e a ideologia muitas vezes tem que ser deixada de lado na hora de sentar na mesa e falar do futuro. Vou dar um exemplo muito prático: quando falamos sobre feminicídio, ou sobre o alto índice de violência doméstica dentro do estado, não queremos saber se a deputada é de direita ou esquerda. Nós queremos saber da união de todas as 20 parlamentares eleitas para sentarmos juntas e mostrarmos qual é o norte para defendermos as nossas mulheres”, afirmou.

Na bancada feminina eleita, sete deputadas estão associadas a partidos no campo da esquerda, enquanto 10 estão na direita, e outras três em partidos de centro. A divisão mimetiza a estrutura do parlamento eleito: o Partido Liberal elegeu o maior número de deputados, com 21 cadeiras, seguido pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e a Federação PSOL-Rede, com 19 parlamentares.

Para Lud Falcão, a polarização e o debate ideológico é natural dentro da Assembleia, mas a Casa deve seguir atuando de maneira comedida em assuntos importantes para Minas Gerais. “Não queremos saber se temos de conversar com presidente eleito na esquerda ou direita, queremos resolver o problema. Isso chama responsabilidade com cada mineiro e mineira”, disse.

“A dona Maria, que foi violentada, a dona Josefina, que passou por uma agressão ou com dificuldade para arrumar creche para deixar os filhos em segurança e sair de um ciclo vicioso de agressão, não querem saber se quem vai resolver o problema é de direita ou esquerda. Ela tá querendo saber do problema resolvido”, completou.

Desafio de ser mulher na política

Questionada sobre o crescimento expressivo de mulheres no parlamento mineiro, Lud Falcão destacou as dificuldades de ser mulher na política. A deputada afirmou que a dificuldade não é “bater na mesa” para defender uma pauta, mas sim que ainda há muito preconceito com as mulheres que decidem entrar na vida pública.

“O mais difícil é atravessar a porta. Para atravessar, você deixa o seu lar, deixa seus filhos para cuidar de tantos outros filhos, de tantos outros lares. Esse desafio, muitas vezes, vem com preconceito. As pessoas não entendem porque nós escolhemos deixar os nossos lares para cuidar de tantos outros. As mulheres eleitas, e que tiveram a coragem de colocar o seu nome à disposição, são muito guerreiras”, disse.

“Todos os dias temos a função de quebrar um pouco o preconceito. Quando nós aumentamos de 15 para 20 deputadas, a gente vê que isso está sendo quebrado. Eu fico muito feliz, porque é um dia após o outro, até a gente ter um estado que podemos falar que valoriza as mulheres. Não é a valorização simplesmente da profissão, mas da escolha delas. A mulher precisa ser respeitada pela escolha que ela decidir”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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