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Eleições 2026: candidatos à Presidência divergem sobre regulação das redes sociais e da inteligência artificial

Lula defende regras para responsabilizar plataformas por conteúdos criminosos, enquanto Flávio Bolsonaro prioriza a liberdade de expressão

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Inteligência Artificial
Propostas dos presidenciáveis para regulamentar a IA ganham destaque no 2º turno • Reprodução | Canva

O avanço das ferramentas de inteligência artificial (IA) e a falta de uma regulamentação efetiva sobre o tema estão entre as questões que movimentam a corrida presidencial de 2026. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas diferentes para a regulação das plataformas digitais e o uso da tecnologia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defende uma regulação das plataformas digitais com mecanismos de responsabilização das empresas por conteúdos que configurem discurso de ódio. O plano de governo também prevê a criação de um conselho voltado para a soberania digital.

A proposta inclui ainda mecanismos para aumentar a transparência sobre os algoritmos e medidas para que as plataformas adotem ações preventivas contra a circulação de conteúdos criminosos. O objetivo é ampliar a responsabilidade das empresas sobre o que é publicado nas redes.

Já o senador e candidato à Presidência do PL defende a liberdade de expressão e se posiciona contra a intervenção estatal sobre o conteúdo publicado nas redes. Em seu plano de governo, a inteligência artificial aparece principalmente como uma ferramenta para modernizar os serviços públicos e a administração.

Entre as propostas estão o uso da tecnologia para criar prontuários eletrônicos no sistema de saúde e modernizar a máquina pública. A estratégia também prevê o uso da IA para ampliar a eficiência dos serviços oferecidos pelo governo.

Amplitude da discussão

As propostas dos dois candidatos partem de visões diferentes sobre o papel do Estado no ambiente digital. Enquanto Lula defende regras para ampliar a responsabilidade das plataformas e mecanismos de fiscalização, Flávio Bolsonaro prioriza a liberdade de expressão e o uso da tecnologia para modernizar os serviços públicos.

A discussão envolve ainda o uso da inteligência artificial durante as eleições. Com a expansão dessas ferramentas, as campanhas precisam lidar com conteúdos produzidos ou modificados digitalmente e com os impactos que esse material pode ter na disputa eleitoral.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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