Coreia do Sul, Nova Zelândia, Austrália: veja como está a votação no exterior e quem está à frente
Lula e Flávio Bolsonaro lideram a votação em países onde a apuração já foi divulgada

Coreia do Sul, Nova Zelândia, Austrália, Filipinas, Japão, China, Coreia do Norte, Timor-Leste, Malásia, Singapura e Taiwan já encerraram a votação da eleição presidencial de 2026. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 918 mil brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar neste ano.
Ao todo, quase 1 milhão de brasileiros podem votar fora do Brasil. A votação no exterior acontece em 134 países. Por causa dos diferentes fusos horários, o processo se estende por mais de 29 horas e termina apenas às 21h deste domingo (4), pelo horário de Brasília, em seções localizadas no Canadá.
Veja o que indicam os resultados:
Nova Zelândia
- Lula, 234 votos (70,48%);
- Flávio, 64 votos (19,28%).
Austrália
Resultado parcial, 26/29 seções apuradas:
- Lula, 5.283 votos;
- Flávio Bolsonaro, 2.022.
Coreia do Sul
- Lula, 123 votos (56,94%);
- Flávio Bolsonaro, 72 (33,33%).
Filipinas
- Flávio Bolsonaro, 33 votos (53,23%);
- Lula, 26 votos (41,94%).
Malásia
- Lula, 44 votos (53,66%);
- Flávio Bolsonaro, 27 votos (32,93%).
Singapura
- Lula, 190 votos (54,60%);
- Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%).
Como funciona a votação no exterior?
O eleitorado no exterior representa pouco mais de 0,5% do total de eleitores brasileiros. Nas eleições de 2026, aproximadamente 918 mil pessoas estão aptos para votar. O número cresceu mais de 30% em relação ao pleito de 2022, com cerca de 697 mil eleitores fora do país.
Mulheres são a maioria entre os eleitores brasileiros registrados no exterior, correspondem a 57% do eleitorado, enquanto os homens representam 43%. Neste grupo, 52% são solteiros.
A organização da eleição fora do Brasil é realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável pela chamada Zona Eleitoral do Exterior, em conjunto com o TSE e o Ministério das Relações Exteriores.
Urnas eletrônicas foram enviadas para garantir a votação dos brasileiro. A Rússia foi o único país que não recebeu os equipamentos neste ano, por dificuldades de logística aérea, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
As seções eleitorais no exterior são instaladas em embaixadas, repartições consulares ou outros locais definidos pela Justiça Eleitoral e pelas representações brasileiras. Pela legislação eleitoral, é necessário um mínimo de 30 eleitores aptos para a criação de uma seção no exterior.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.



