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Conheça a carreira política de Professora Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas

Empresária e reitora da Fametro estreou nas urnas como candidata a vice-prefeita de Manaus em 2024 e tenta se apresentar como alternativa aos grupos tradicionais do estado

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Professora é o nome do PL para a disputa pelo Governo do Amazonas em 2026 • Divulgação/Maria do Carmo

A Professora Maria do Carmo (PL) é pré-candidata ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. Seu ingresso na política eleitoral é recente e apresenta a experiência na iniciativa privada como principal credencial para administrar o estado.

A pré-candidatura foi lançada pelo Partido Liberal (PL) em abril de 2025, poucos dias após sua filiação à legenda. Em fevereiro de 2026, a direção nacional do partido voltou a confirmar o nome dela para encabeçar o projeto no Amazonas. 

Maria do Carmo é de Manaus e formada em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Amazonas e em Direito pela Universidade Nilton Lins. Também possui mestrado em Direito Processual e doutorado na área jurídica.

No ensino superior foi onde passou maior parte da sua trajetória profissional. Ao lado do marido, Wellington Lins de Albuquerque, fundou a instituição que deu origem ao Centro Universitário Fametro, onde exerce a função de reitora.

Maria do Carmo também atua como mantenedora da Faculdade Santa Teresa e como dirigente de outras instituições educacionais. A expansão do grupo para Manaus, municípios do interior e outros estados é apresentada por ela como "demonstração" de sua capacidade de planejamento, gestão de equipes e execução de projetos.

A professora recebeu homenagens da Câmara Municipal de Manaus, da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça do Amazonas pelos serviços ligados à educação. As distinções ocorreram antes de sua entrada formal nas disputas eleitorais.

A primeira movimentação eleitoral de Maria do Carmo ocorreu em 2024. Filiada ao Novo, ela chegou a se apresentar como pré-candidata à Prefeitura de Manaus e defendia um modelo de administração inspirado na gestão privada.

Durante a pré-campanha, abordou temas como mobilidade urbana, educação em tempo integral, empreendedorismo, saúde e eficiência dos serviços públicos. Posteriormente, retirou a candidatura própria para integrar a chapa do deputado federal Capitão Alberto Neto, do PL.

Maria do Carmo foi escolhida como candidata a vice-prefeita pela coligação Ordem e Progresso, formada por PL e Novo. A composição representava o campo da direita na eleição municipal. Na chapa de Alberto Neto e Maria do Carmo avançaram para enfrentar o prefeito David Almeida.

Mas no segundo turno, a candidatura foi derrotada com a  reeleição de David. Apesar disso, a disputa ampliou sua projeção política. Foi a primeira eleição de que participou, ainda que na condição de vice, e serviu para aproximá-la das lideranças nacionais do PL e do eleitorado conservador do Amazonas.

Após as eleições municipais, Maria do Carmo deixou o Novo e filiou-se ao PL em abril de 2025. A mudança consolidou a aproximação com o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde então, ela passou a defender de forma mais explícita bandeiras conservadoras e a se posicionar como representante da direita na disputa estadual.

Maria do Carmo defende uma bancada amazonense alinhada à direita no Congresso Nacional e se classifica como conservadora, ligada à defesa da família e dos valores cristãos. A pré-candidata também critica decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao ex-presidente e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Defende uma anistia ampla aos envolvidos e considerou injusto o julgamento de Bolsonaro. 

O que Maria do Carmo pretende para Amazonas

A pré-candidata quer levar para o governo métodos utilizados na administração privada. Segundo ela, uma equipe já trabalha no levantamento dos problemas de Manaus e do interior e na definição de indicadores, metas e possíveis soluções. Diz que deseja iniciar o eventual mandato com projetos estruturados para saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.

Para compor o secretariado, defende a conciliação entre indicações políticas e critérios técnicos. Maria do Carmo explica que aliados poderão apresentar nomes, desde que os indicados tenham formação, experiência e capacidade para executar as políticas propostas.

Cinco polos regionais

Uma das principais propostas apresentadas por Maria do Carmo é a divisão do interior em cinco polos regionais de governo. As subsedes seriam instaladas em Tefé, Tabatinga, Itacoatiara, São Gabriel da Cachoeira e Humaitá. Cada unidade ficaria responsável por acompanhar um conjunto de municípios e aproximar a administração estadual das prefeituras e da população.

Segundo a pré-candidata, os polos funcionariam como “olhos e braços” permanentes do governo, reduzindo a dependência de decisões concentradas em Manaus.

Na saúde, Maria do Carmo critica as filas por consultas, exames e cirurgias, especialmente nos tratamentos de trauma e câncer. A pré-candidata faz defesa ao uso de parcerias público-privadas e contratos com hospitais particulares para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Como referência, cita experiências de outros estados que complementaram os valores da tabela do SUS para utilizar estruturas privadas. A proposta é direcionar pacientes da rede pública para unidades particulares quando a capacidade dos hospitais estaduais for insuficiente. 

A experiência na educação deverá ocupar espaço central na campanha. Maria do Carmo afirma que pretende fortalecer a Universidade do Estado do Amazonas e ampliar o acesso dos jovens ao ensino superior.

Ela também critica o abandono da estrutura originalmente destinada à Cidade Universitária. A pré-candidata diz que o espaço precisa receber um novo projeto, embora reconheça que a recuperação das obras existentes pode ser mais cara do que a construção de novas instalações. Segundo ela, a destinação definitiva deverá ser definida após avaliações técnicas e discussões com especialistas.

Maria do Carmo defende uma orientação liberal para a economia, com controle de gastos, redução de desperdícios e revisão da estrutura administrativa. Pretende diminuir impostos e conceder incentivos quando houver possibilidade fiscal. Também menciona subsídios e isenções voltados à atração de investimentos e à geração de empregos.

A pré-candidata sustenta que a gestão deverá priorizar servidores e serviços essenciais, mas reduzir despesas consideradas excessivas, como gastos com publicidade e obras que não produzam benefícios diretos para a população.

Maria do Carmo critica a baixa cobertura de esgotamento sanitário de Manaus e a dependência quase exclusiva do transporte por ônibus. Embora essas áreas sejam parcialmente municipais, ela afirma que o governo estadual deve participar de projetos integrados de saneamento, mobilidade e infraestrutura.

A pré-candidata também defende modernizar o tratamento de resíduos. Na entrevista, citou experiências de cidades que utilizam o lixo para produzir energia e afirmou que pretende analisar modelos já adotados em outros estados.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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