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Conheça a carreira política de Edmilson Costa, pré-candidato à presidência

Secretário-geral do PCB defende a construção do poder popular, e a transição para o socialismo como alternativa ao modelo atual

Edmilson Costa é um homem branco com cabelos e barba branca, utiliza óculos pretos e camisa vermelha com o braço levantado. Ao fundo, prédios e árvores.
Secretário-geral do PCB afirma que problemas do Brasil não serão solucionados com o capitalismo • Divulgação/PCB

Economista, professor universitário e secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Edmilson Costa é um dos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. Ele defende um projeto baseado na construção do "poder popular" e na transição para o socialismo.

Hoje, Edmilson é professor universitário e diretor de pesquisa e formação do Instituto Caio Prado. Nascido no Maranhão e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), posteriormente direcionou sua trajetória acadêmica para a economia, área em que concluiu doutorado pela Unicamp e pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade.

Autor de obras sobre economia política brasileira e a crise do capitalismo mundial, como O Imperialismo e Reflexões Sobre a Crise Brasileira, Edmilson possui trajetória política ligada às lutas populares desde sua juventude. Foi dirigente estudantil e afirma ter sido perseguido durante o regime militar, mas se manteve presente em movimentos de defesa das liberdades democráticas e do socialismo no Brasil. Está filiado ao PCB desde a década de 1970.

Antes de assumir a liderança do partido, Edmilson já havia testado o caminho eleitoral em mais de uma ocasião. Concorreu à prefeitura de São Paulo em 2008 e, em 2010, chegou a concorrer à vice-presidência do Brasil na chapa encabeçada por Ivan Pinheiro. Foi em 2016, assumiu a Secretaria-Geral do PCB, sucedendo o próprio Ivan Pinheiro.

Edmilson já concorreu à vice-presidência do Brasil em chapa de Ivan Pinheiro • Divulgação/PCB
Edmilson já concorreu à vice-presidência do Brasil em chapa de Ivan Pinheiro • Divulgação/PCB

Pré-candidatura de Edmilson defende o socialismo

Em fevereiro deste ano, o Comitê Central do PCB decidiu lançar Edmilson Costa como pré-candidato à Presidência da República. A candidatura foi apresentada como expressão de pautas tradicionalmente associadas ao partido, como a crítica ao capitalismo, ao imperialismo e à influência de grandes potências e organismos financeiros internacionais sobre a economia brasileira.

A pré-candidatura do economista vem com temas que, segundo ele, não aparecem nas campanhas dos demais concorrentes à Presidência. Problemas como desigualdade social, baixos salários, precarização dos serviços públicos e concentração de renda, para Edmilson, não podem ser solucionados dentro do atual modelo econômico.

Mudanças estruturais e poder popular

Caso seja eleito, pretende conduzir as mudanças defendidas pelo PCB com forte participação popular, embora um eventual governo comunista possa enfrentar resistência no Congresso Nacional.

“Nós sabemos que iremos ter uma minoria no Congresso, mas uma minoria no Congresso não significa que seja uma minoria na sociedade. Porque as eleições brasileiras têm uma característica cruel, que você transforma as maiorias sociais em minorias políticas, em minorias parlamentares. E dessa forma nós vamos inverter a lógica”, apresenta Edmilson em uma entrevista recente. 

Para isso, o economista estimularia a mobilização e participação popular nos debates públicos, argumentando que a pressão das ruas seria fundamental para viabilizar transformações estruturais no país.

Também são propostas de Edmilson para as eleições de 2026 a redução de jornada de trabalho sem redução salarial, valorização do salário mínimo, auditoria da dívida pública, reestatização de empresas consideradas estratégicas e a reversão de medidas adotadas nas últimas décadas, como a reforma trabalhista e a reforma da Previdência. 

Em relação ao sistema financeiro, o pré-candidato à presidência diz precisar aumentar o controle do Estado e argumenta que o atual modelo favorece bancos, rentistas e grandes grupos econômicos. Edmilson priorizaria na política externa relações mais próximas com países e blocos que considera contrapontos à influência dos Estados Unidos, além de reforçar a integração regional e a solidariedade internacional entre países em desenvolvimento.

No espectro político de 2026, Edmilson representa, junto a nomes como Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP), a presença de partidos menores e de esquerda na disputa, ao lado de perfis bastante distintos, como o escritor Augusto Cury (Avante) e Joaquim Barbosa.