A menos de dez meses das eleições deste ano, apenas seis pré-candidaturas estão definidas para o governo de Minas Gerais, poucas delas com grande expressão eleitoral.
Por ora, lançaram-se ao Palácio Tiradentes, até esta quarta-feira (7), o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), o militante de esquerda e operário da mineração Rafael Duda (PSTU), a professora Maria da Consolação (PSOL) e o sindicalista Túlio Lopes (PCB). Também está tentando se viabilizar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).
Outros nomes cotados para o pleito, como o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), mantêm-se em suspenso em um cenário com vasta indefinição em relação aos pré-candidatos que devem disputar as eleições para a chefia do Executivo mineiro.
Enquanto Cleitinho mantém silêncio sobre as possibilidades de concorrer, Nikolas chegou a dizer, em coletiva de imprensa na segunda-feira (5), que não descarta se lançar o governo, mas ponderou que teme que o Congresso perca uma “voz ativa” do campo conservador com uma empreitada ao governo.
À esquerda, o PT tenta viabilizar uma chapa majoritária, ainda sem sucesso. Há duas vertentes dentro do partido – uma que defende que a legenda lance um nome próprio, e aventam-se a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e a deputada estadual Beatriz Cerqueira.
Outra vertente sustenta apoio a um candidato de outro partido, em uma composição que garanta um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. O nome preferido do presidente era o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que já deu sinais de que não deve concorrer ao Palácio Tiradentes neste ano.
Chegou-se a cogitar apoio a Alexandre Kalil, mas as conversas ainda não avançaram. Na última visita de Lula a Minas Gerais, contudo, uma nova possibilidade para o PT foi lançada – a de se construir uma ponte com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), em uma eventual candidatura dele para o Executivo estadual. Entretanto, não há indicativos, por ora, de que o deputado estadual vá concorrer ao cargo.
As legendas têm, neste ano, entre 20 de julho a 5 de agosto para realizarem as convenções partidárias para definirem as chapas majoritárias e proporcionais para as eleições deste ano. Podem participar das eleições os partidos que tenham seu estatuto registrado no TSE até seis meses antes do pleito e que, até a data da convenção, tenham órgão de direção definitivo ou provisório na circunscrição do pleito (espaço geográfico onde se disputa determinada eleição).
Então, até 15 de agosto, um dia antes do início da campanha eleitoral, é necessário que as candidaturas sejam, então, devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral.