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Brizola cobra Gabriel Souza por filas no SUS e vice-governador rebate culpando gestão Lula

Gabriel Souza responsabilizou o governo federal pela crise financeira dos hospitais, enquanto Juliana Brizola cobrou soluções diretas da gestão estadual

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uliana Brizola (PDT) e Gabriel Souza (MDB) debatem as filas no SUS e a defasagem da tabela federal de saúde durante debate na Band RS
Juliana Brizola (PDT) cobra soluções para filas no SUS e Gabriel Souza (MDB) culpa governo federal em debate ao governo do RS • Reprodução: Thayná Wissebach / JC, Lívia Stumpf

O embate sobre as filas de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) marcou o debate entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul na Band RS, neste domingo (9). Juliana Brizola (PDT) e o atual vice-governador Gabriel Souza (MDB) trocaram acusações sobre a responsabilidade pela crise no setor.

A discussão começou quando Juliana questionou a atual gestão estadual sobre os pacientes na fila de espera por consultas e cirurgias. A candidata do PDT citou a existência de mais de 600 mil pessoas aguardando atendimento e cobrou soluções efetivas, afirmando que o problema se arrasta sem resolução nos últimos anos.

Ao responder, Gabriel Souza defendeu o repasse de recursos do programa estadual SUS Gaúcho para reduzir a espera. O vice-governador argumentou que a atual administração quitou dívidas bilionárias com hospitais deixadas por gestões anteriores do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado.

Na sequência, o candidato do MDB responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela crise financeira dos hospitais. Gabriel afirmou que a falta de correção da tabela federal do SUS inviabiliza o atendimento e obriga os governadores a colocarem recursos próprios no sistema para evitar o colapso.

Juliana rebateu a declaração e afirmou que o SUS possui a mesma tabela para todo o país, argumentando que estados como São Paulo não enfrentam filas com a mesma gravidade. A pedetista garantiu que, se eleita, dialogará com o governo federal e assumirá a responsabilidade pelo problema estadual em vez de culpar terceiros.

A defasagem da Tabela SUS, citada no debate, é apontada como um problema estrutural e nacional que afeta o equilíbrio financeiro das instituições. O instrumento define os valores pagos pelo Ministério da Saúde e acumula perdas inflacionárias ao longo da última década.

Segundo a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, os valores repassados chegam a cobrir menos da metade do custo real dos procedimentos de alta complexidade no Brasil. Uma lei sancionada no início de 2024 estabeleceu uma revisão anual obrigatória da tabela para tentar conter a crise nas unidades filantrópicas.

O cenário eleitoral no Rio Grande do Sul

A disputa pelo Palácio Piratini em 2026 ocorre em um cenário aberto, já que o atual governador Eduardo Leite (PSD) está no segundo mandato consecutivo e impedido de concorrer.

Levantamentos de intenção de voto divulgados em julho pelos institutos Quaest (registro RS-04790/2026, com 1.104 entrevistados e margem de erro de 3 pontos) e Paraná Pesquisas (1.500 entrevistas e margem de erro de 2,6 pontos) mostram Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL) em situação de empate técnico na liderança das pesquisas.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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