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Dezenas de brasileiros em Londres não conseguem votar por erro de registro

Casos foram formalmente registrados e serão encaminhados ao tribunal responsável pelo voto no exterior, com sede em Brasília, para as devidas correções. Este incidente foi o principal registrado durante a votação

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Crimes eleitorais, o que você precisa saber pra não ser preso | CNN Brasil
Urna eletrônica • Créditos: CNN Brasil

Dezenas de brasileiros não conseguiram votar na eleição presidencial neste domingo (4) em Londres após descobrirem, no local de votação na capital britânica, que estavam registrados para votar em Edimburgo, na Escócia. O problema, que afetou ao menos 50 eleitores e impediu o voto, foi atribuído pela organização das eleições a um erro da Justiça Eleitoral brasileira.

Os casos foram formalmente registrados e serão encaminhados ao tribunal responsável pelo voto no exterior, com sede em Brasília, para as devidas correções. Este incidente foi o principal registrado durante a votação em Londres, conforme apurado pela CNN.

Até 2022, todos os brasileiros registrados na Justiça Eleitoral como residentes no Reino Unido votavam em Londres. No entanto, neste ano, houve uma divisão: eleitores que moram na Escócia e em cidades do norte da Inglaterra foram designados para votar em Edimburgo, enquanto os residentes no sul deveriam votar em Londres. Foi a primeira vez que o consulado em Edimburgo organizou uma eleição presidencial.

A falha principal foi que parte dos eleitores que vivem em Londres acabou registrada de forma incorreta na capital escocesa, sem aviso prévio. Problemas na organização do voto de brasileiros no exterior não são incomuns; a votação de brasileiros em Nova York também precisou de mudanças por temores de segurança.

Um dos afetados foi Deuclésio Júnior, que chegou a Londres após mais de 20 horas de viagem, vindo da Indonésia, com o objetivo de votar. “Cheguei para votar aqui em Londres, por volta das três da tarde, e para a minha surpresa, quando fizeram a consulta, eu estava transferido para Edimburgo”, afirmou à CNN. Ele declarou que nunca solicitou a mudança: “Foi transferido de uma forma completamente arbitrária, sem o meu conhecimento, sem o meu consentimento”.

Sem conseguir votar, Deuclésio ainda terá de justificar a ausência ou arcar com os custos de uma viagem até Edimburgo em um eventual segundo turno. “Cheguei em Londres, onde sempre morei, para votar, e descobri que meu título está em Edimburgo. Não pude votar”, lamentou.

À CNN, a Justiça Eleitoral informou que a atualização da jurisdição eleitoral segue as mudanças e atualizações ocorridas na jurisdição consular. Antes de 2022, os locais de votação de Manchester, Irlanda do Norte e Escócia pertenciam à jurisdição consular de Londres.

Em virtude de a votação sempre ocorrer na capital britânica, tais eleitores eram normalmente alocados em sessões agregadas, o que significa que não acontecia votação nessas localidades. Contudo, após a criação do consulado-geral do Brasil em Edimburgo, houve a mudança da jurisdição consular para esta repartição, que abarcou essas localidades – Escócia, Irlanda do Norte e Manchester.

A Justiça Eleitoral tomou conhecimento do fato e verificou que, apesar de esses eleitores residirem em Londres, ao escolher o local de votação, optaram por um desses três locais. Com a mudança de jurisdição consular, eles foram integralmente transferidos para Edimburgo, conforme previsto na constituição do Posto Consular.

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