Itatiaia

Após polêmica no WhatsApp, Meta reconhece brecha em filtro de IA que gerou imagens de Flávio e negou o mesmo para Lula

Empresa afirma que o bloqueio não refletiu viés político e que a falha atingia “Luiz” e “Flávio” combinados ao número eleitoral; campanha de Lula acusa “seletividade algorítmica” e foi ao TSE

Por
Meta nega favorecimento político e diz ao TSE que falhas apontadas pela campanha de Lula foram erros técnicos globais
Campanha de Lula leva denúncia contra IA da Meta à OEA; presidente é sabatinado no JN e Flávio vai a Capelinha (MG) • Vittor Sales e Ricardo Stuckert.

A Meta, empresa responsável por WhatsApp, Instagram e Facebook, admitiu nesta sexta-feira (16) que a Meta AI, assistente de inteligência artificial do WhatsApp, bloqueou a geração de material de campanha em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e permitiu a criação de imagens equivalentes para o candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A empresa afirma, que o caso resultou de uma falha técnica e não de preferência política.

Segundo a Meta, os sistemas bloquearam os pedidos que citavam claramente qualquer um dos candidatos, incluindo “Lula”, “Luiz Inácio Lula da Silva”, “Bolsonaro” e “Flávio Bolsonaro”. O filtro, no entanto, “nem sempre reconhecia um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral”.

“O incidente envolvendo a Meta AI, em 14 de outubro, resultou de uma lacuna específica em nossas proteções, e não de viés político”, afirmou a bigtech.

Portanto, pedidos com “Flávio” e o número do candidato podiam gerar imagens de cartazes. A empresa sustenta que a mesma brecha atingia o adversário: comandos com “Luiz” e o número de Lula também produziam as imagens.

A Meta justificou que não bloqueou os nomes isolados, pois impedir termos tão comuns como “Flávio” ou “Luiz” barraria muitas solicitações cotidianas de geração de imagens e não políticas. A empresa alega que corrigiu a lacuna no mesmo dia.

O episódio virou pauta nas redes sociais nesta quarta-feira (14), quando usuários passaram a testar a ferramenta. Relatos nas redes mostraram que comandos com “Flávio 22” geravam imagens, enquanto “Lula 13” era recusado.

A campanha de Lula levou o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na petição, o PT acusa a Meta de “seletividade” e “interferência eleitoral” e pede a suspensão da ferramenta para conteúdos eleitorais, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

Por

Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.

Tópicos
 

 

Belo Horizonte