Após Eduardo sinalizar apoio a Ciro, tucano diz que indicação é 'irrelevante'
Quando questionado neste sábado (3) sobre a sinalização positiva do ex-deputado, Ciro também respondeu que o ex-parlamentar não deveria ter opinado sobre a disputa ao governo

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo do Ceará, minimizou o apoio declarado de mais um membro da família Bolsonaro à sua candidatura. Após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que mora nos Estados Unidos, divulgar a “colinha” que incluía o nome do tucano, o candidato afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “não tem a menor relevância” no estado.
Quando questionado neste sábado (3), durante uma carreata em Fortaleza, sobre a sinalização positiva de Eduardo, Ciro também respondeu que o ex-parlamentar não deveria ter opinado sobre a disputa ao governo cearense. “Não devia [pedir votos], porque ele não tem a menor relevância aqui no Ceará”, declarou.
Apesar do distanciamento, a candidatura de Ciro foi construída com o apoio da base bolsonarista no estado. Após deixar o PDT, o ex-ministro migrou para o PSDB para disputar o Executivo.
Com o apoio do PL e a sinalização positiva de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro formou uma frente de oposição ao atual governador, Elmano de Freitas (PT).
Na época, o apoio do partido e de Flávio foi motivo de um racha entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os enteados.
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Ciro, no entanto, disse que se sentia “profundamente honrado” pelo acordo feito com a legenda.
A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3) mostrou Elmano de Freitas numericamente à frente de Ciro no primeiro turno. O atual governador aparece com 50% dos votos válidos, contra 47% do tucano. Na pesquisa anterior, o petista tinha 48%, e o ex-ministro, 49%.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



