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Após anunciar desembarque de aliados, Simões afirma que Aro tem ‘histórico de traições’

Declaração aconteceu em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta quinta-feira (30)

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Mateus Simões (PSD) em evento de posse do novo presidente da Cemig
Mateus Simões (PSD) em evento de posse do novo presidente da Cemig • Karoline Barreto/Imprensa MG

O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), afirmou, em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta quinta-feira (30), que o ex-secretário de Romeu Zema (Novo) Marcelo Aro (PP), tem um “histórico” de traições. A declaração acontece após Simões determinar a saída do grupo de Aro, que foi desincompatibilizado em abril para concorrer ao Senado na chapa do governador, da gestão estadual e do rompimento entre os dois, que eram aliados de primeira ordem até que o ex-deputado federal tentasse articular uma candidatura ao Governo de Minas em concorrência com o correligionário.

“Agora, eu não me surpreendo pelo que o Marcelo fez. O Marcelo tentou me trair ou me passar para trás lá em 2022, quando eu era candidato a vice-governador e ele tentou tomar a posição. Fez muitas articulações, não conseguiu porque o Novo era um partido que sempre teve coerência e nas tratativas comigo, nunca me abandonou nessa discussão e foi só por isso que eu fui candidato à vice. Então, quando ele veio para o governo, eu já sabia que o Marcelo tinha um histórico desses movimentos de traição”, declarou.

Simões afirma que Aro já traiu o ex-prefeito de Belo Horizonte Fuad Noman, o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) e, mais recentemente, o ex-secretário de Zema Igor Eto (Avante) e, agora, fez um movimento de traição contra o ex-governador e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo). “Lembrando que ele não fez parte do meu governo. Quando eu entro, ele já estava saindo para desincompatibilização e eu não tenho reclamações a fazer do secretário Castellar”, pontua.

“Quero deixar isso claro, secretário Castellar sempre trabalhou de forma muito correta comigo, só não esperava que essa equipe toda da Segov que devia tá trabalhando por Minas Gerais, porque eu nunca usei a estrutura em favor da minha pré-campanha”, defende.

Desembarque da Família Aro

Em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira, Simões anunciou a saída da chamada ‘Famíla Aro’ em meio às negociações de Marcelo para concorrer ao Governo de Minas contra o atual governador.

“O Marcelo, para minha surpresa, disse que vem há semanas negociando a estrutura de candidatura dele ao governo do estado, concorrendo comigo, apesar da minha afirmação, ao longo das últimas semanas, de que ele seria o meu candidato ao Senado. Disse que ainda não estava decidido, mas que estava analisando. Não parecia nem que ele ia pedir a saída da equipe dele do governo nesse momento, mas ele acabou a reunião informando que está se retirando definitivamente do governo, depois de por 4 anos ter parasitado o Governo de Minas Gerais, aparentemente, para nutrir um projeto que é absolutamente pessoal. Virando as costas para o governador Romeu Zema, inclusive, que foi quem o recebeu dentro do governo”, afirmou Simões.

No Governo Zema, Aro chefiou a Casa Civil e a Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Executivo junto a outros poderes. No desenho original das campanhas, ele seria candidato ao Senado na chapa encabeçada por Simões como candidato à reeleição.

O alinhamento começou a se enfraquecer em abril deste ano com a filiação do senador e candidato à reeleição Carlos Viana ao PSD, se tornando mais um candidato ao Senado na chapa. Aro manifestou seu descontentamento com o movimento.

Aro comanda um grande grupo de deputados e vereadores e tem influência por diversos municípios do estado. Nas últimas semanas, ele articulou sua candidatura ao Governo de Minas em um movimento que o coloca em disputa com Simões e pode ainda interferir nos planos do PL e do Republicanos, que ainda não se definiu sobre lançar o senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo Palácio Tiradentes.

A reportagem procurou Marcelo Aro e mantém o espaço aberto para uma resposta do ex-secretário de Governo.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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