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Após ruptura com Aro, Simões diz que não troca tempo de TV pelo compromisso com o eleitor

Marcelo Aro é representante da federação que une União Brasil e PP, dona do maior tempo de rádio e televisão para a propaganda eleitoral gratuita

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Mateus Simões, vice governador de Minas Gerais e pré-candidato ao governo, e o secretário de governo, Marcelo Aro (esq.)
Marcelo Aro e Mateus Simões em tempos de aliança no governo em agenda na Assembleia Legislativa • Guilherme Dardanhan/ALMG

A saída do grupo político de Marcelo Aro (PP) da administração de Minas Gerais, anunciada nesta quinta-feira (30) pelo governador Mateus Simões (PSD), pode significar o desembarque da federação União Brasil-PP da candidatura do chefe do Executivo à reeleição. 

 

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, Simões disse que ao articular a própria candidatura ao Governo de Minas, Aro traiu o ex-governador Romeu Zema (Novo) e ‘parasitou’ a gestão estadual para nutrir um projeto pessoal. O atual chefe do Executivo Estadual falou sobre o movimento poder significar perder a federação com maior tempo de propaganda eleitoral gratuita para sua campanha.

 

“Claro que seria melhor para mim ter o tempo de tevê e eu não fechei as portas para a conversa com a União-PP, eu continuo acreditando que a federação pode se juntar a nós. O que eu vi hoje foi uma decisão do Marcelo sair do governo para tentar ser candidato a governador. Se o União-PP resolver que é isso que eles querem, acho que eles estão se dando uma má demonstração para o povo de Minas Gerais. Afinal de contas, eles fazem parte do nosso projeto desde a reeleição do governador Romeu Zema lá atrás. Eu jamais vou trocar tempo de televisão pelo compromisso com o povo de Minas Gerais. O meu compromisso não é ganhar a qualquer custo, é garantir a construção de alguma coisa que faça sentido para o estado continuidade desse trabalho”, afirmou.

 

O tempo destinado aos partidos para a propaganda eleitoral gratuita em cadeia aberta de rádio e televisão é definido a partir da representação partidária no Congresso Nacional. Nesse contexto, a federação batizada de “União Progressista” é a que mais tem minutos disponíveis.

 

Como mostrou a Itatiaia, a candidatura de Mateus Simões esperava contar com um amplo arco de alianças, mas viu as principais legendas aliadas desembarcarem antes do início oficial da campanha. 

 

No Governo Zema, Aro chefiou a Casa Civil e a Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Executivo junto a outros poderes. No desenho original das campanhas, ele seria candidato ao Senado na chapa encabeçada por Simões como candidato à reeleição. 

 

O alinhamento começou a se enfraquecer em abril deste ano com a filiação do senador e candidato a reeleição Carlos Viana ao PSD, se tornando mais um candidato ao Senado na chapa. Aro manifestou seu descontentamento com o movimento.

 

Aro comanda um grande grupo de deputados e vereadores e tem influência por diversos municípios do estado. Nas últimas semanas, ele articulou sua candidatura ao Governo de minas em um movimento que o coloca em disputa com Simões e pode ainda interferir nos planos do PL e do Republicanos, que ainda não se definiu sobre lançar o senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo Palácio Tiradentes.

 

A reportagem procurou Marcelo Aro e mantém o espaço aberto para uma resposta do ex-secretário de Governo.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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