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Simões diz esperar que Aro 'não tenha tentado vincular recursos a apoio de ninguém'

Governador rompeu com ex-secretário de Governo e disse que começa a se preocupar com a gestão dos recursos da pasta sob comando do ex-aliado

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Mateus Simões anunciou nesta quinta (30) que os aliados de Aro deixarão o Governo de Minas
Mateus Simões anunciou nesta quinta (30) que os aliados de Aro deixarão o Governo de Minas • ALMG | Câmara dos Deputados

O governador Mateus Simões (PSD)  disse que está preocupado com a possibilidade de os recursos da Secretaria de Estado de Governo terem sido usados para outro fim que não o atendimento a prefeitos. Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou que verificará como a verba foi utilizada devido ao rompimento, anunciado nesta quinta (30), com o grupo político do ex-secretário Marcelo Aro (PP).

 

“A secretaria de governo administra R$ 2 bilhões de emendas impositivas e quase outros R$ 2 bilhões em repasses para municípios. É uma administração que sempre tem de ser feita em benefício do município. Agora, é claro que eu começo a me preocupar. Se ele estava há tempos organizando um caminho que não era o caminho de acompanhar a minha candidatura, se isso foi usado para alguma outra coisa que não tenha sido o atendimento dos prefeitos. É claro que agora com a saída do grupo deles vai ter que ser verificado”, afirmou Simões.

 

Ao romper com Aro e seus apadrinhados, Simões disse que ao articular a própria candidatura ao Governo de Minas, Aro traiu o ex-governador Romeu Zema (Novo) e ‘parasitou’ a gestão estadual para nutrir um projeto pessoal.

 

Simões complementou a preocupação com o uso do orçamento da Secretaria de Estado de Governo dizendo que espera que nenhum recurso tenha sido vinculado ao apoio político de prefeituras. 

 

“Eu espero para o bem de Minas Gerais e para o bem do próprio ex-secretário Marcelo Aro, que ele não tenha tentado vincular liberação de recursos ao apoio de absolutamente ninguém, porque isso é crime. O que eu tenho de informação aqui neste momento, em que ainda não pus uma equipe nova para dentro da Secretaria de Governo, é que os repasses foram feitos regularmente, mas de forma alguma pode ser admitido que tenha sido pedido qualquer tipo de apoio em troca de repasse de recursos, são coisas paralelas, não se misturam”, completou o governador. 

 

No Governo Zema, Aro chefiou a Casa Civil e a Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Executivo junto a outros poderes. No desenho original das campanhas, ele seria candidato ao Senado na chapa encabeçada por Simões como candidato à reeleição. 

 

O alinhamento começou a se enfraquecer em abril deste ano com a filiação do senador e candidato a reeleição Carlos Viana ao PSD, se tornando mais um candidato ao Senado na chapa. Aro manifestou seu descontentamento com o movimento.

 

Aro comanda um grande grupo de deputados e vereadores e tem influência por diversos municípios do estado. Nas últimas semanas, ele articulou sua candidatura ao Governo de minas em um movimento que o coloca em disputa com Simões e pode ainda interferir nos planos do PL e do Republicanos, que ainda não se definiu sobre lançar o senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo Palácio Tiradentes.

 

A reportagem procurou Marcelo Aro e mantém o espaço aberto para uma resposta do ex-secretário de Governo.

 

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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