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Quais são os limites para influenciadores nas eleições de 2026?

Participação de criadores de conteúdo nas redes entra no radar das regras eleitorais

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Pessoa branca segura um celular com a tela ligada no Instagram. No fundo, desfocado aparece um notebook e algumas folhas de papel
O Brasil tem mais de 10 milhões de influenciadores que somam pelo menos mil seguidores no Instagram, segundo levantamento da Nielsen. • Freepik/Reprodução

As diretrizes da Justiça Eleitoral para as Eleições de 2026 garantem a influenciadores e criadores de conteúdo o direito de manifestar opiniões e preferências políticas nas redes sociais, mas impõem limites à atuação profissional em campanhas. Embora a legislação permita propaganda eleitoral em perfis de pessoas naturais, é proibido contratar, remunerar ou conceder qualquer benefício para que esses canais divulguem material de campanha, mesmo que de forma indireta.

A diferença está na relação estabelecida entre o criador e a candidatura. Esses profissionais podem participar do debate, comentar propostas e declarar apoio a um nome por iniciativa própria. O que as normas impedem é a transformação desse alcance em espaço comercial para divulgação de campanha.

Liberdade de expressão com limites legais

A Resolução TSE nº 23.755/2026, que atualizou as regras para o pleito, não utiliza a expressão “influenciador”, mas estabelece as condições para a veiculação de propaganda em canais de pessoas naturais. A norma preserva a livre manifestação política, mas estabelece algumas restrições: o criador não pode se valer do anonimato, ofender a honra ou a imagem de candidatos e partidos, incitar atos ilícitos ou divulgar fatos sabidamente inverídicos e gravemente descontextualizados.

O peso das redes no debate eleitoral

A discussão ganha relevância diante do papel das plataformas digitais no consumo de informação no Brasil. Segundo levantamento da Nielsen, o país conta com mais de 10 milhões de influenciadores com pelo menos mil seguidores no Instagram. O número coloca o Brasil na segunda posição do ranking global, atrás apenas dos Estados Unidos.

O relatório Digital News Report 2026, do Instituto Reuters em parceria com a Universidade de Oxford, reforça esse cenário. Segundo o estudo, 53% dos brasileiros usam redes sociais e plataformas de vídeo semanalmente para acompanhar notícias, enquanto 33% recebem informações de criadores que se dedicam principalmente à cobertura jornalística.

Como denunciar irregularidades

Possíveis abusos, como propaganda eleitoral paga ou disfarçada em perfis de influenciadores, podem ser denunciados à Justiça Eleitoral por meio do aplicativo Pardal. Para ajudar na apuração, a orientação é guardar o link da publicação, fazer capturas de tela e registrar a data, o horário e o perfil responsável pela divulgação.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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