'A gente faz não é por abuso, é por necessidade', afirma Ana Luiza do MLB sobre invasões
Declaração ocorreu em sabatina à Itatiaia, veiculada nesta terça-feira (1º)

Candidata ao Senado pela UP, Ana Luiza do MLB afirmou em sabatina à Itatiaia que invasões a espaços públicos ou privados em desuso para formar ocupações são legítimas e declarou que, caso eleita, lutará por moradia digna às populações mais pobres na Casa Alta do Congresso Nacional.
"Eu queria deixar bem claro para as pessoas que estão me ouvindo agora, não é que a gente invade esses espaços, é porque nós não temos direito a moradia digna. A gente não tem um representante de fato que faça cumprir essa lei que é a habitação de colocar mais habitação na nas ruas e colocar mais habitação nos estados", pontua.
"As pessoas têm que entenderem que a gente não pode morar na rua e que o estado e que o governo não fazem nada pela gente. Então, assim, a gente hoje com a UP, a gente mostra que a gente tem um partido hoje e a gente presente a gente precisa de uma pessoa que represente esse povo", acrescenta. "Uma hora vão entender que o que a gente faz não é por abuso, é por necessidade", finaliza.
Ana Luiza ainda terminou afirmando que, se eleita, a moradia seria sua principal pauta no Congresso. "Porque a gente luta pela moradia já o dia a dia, o cotidiano, pela saúde, uma saúde digna. Então eu eleito, eu vou olhar aquelas pessoas que não tem a moradia. Porque hoje o povo sem moradia está sendo esquecido, o povo pobre, o povo negro", conclui.
Resistência ao governo Lula
Questionada sobre uma avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a candidata afirmou que o presidente não mais representa os trabalhadores. "Antigamente, ele fazia para o povo, hoje ele não faz mais para o povo. Então a diferença do dos dois partidos é que nós estamos trabalhando para o povo e ele esqueceu do povo. Porque ele continua governando para a classe não trabalhadora", afirmou.
Sobre o que teria mudado no projeto do PT, a socialista ressaltou que o partido agora atende as elites. "Eu acho que é o capitalismo, né? O capitalismo fala mais alto, o poder fala mais alto, o pobre não tem vez. Então, eu acho que isso é que fez a diferença", defende.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



