'Estamos bastante satisfeitos', diz vice de Cury sobre novas pesquisas
Os mineiros Júlio Delgado e Luis Tibé foram os primeiros apostar na candidatura do presidenciável

A candidatura do escritor Augusto Cury (Avante) à presidência da República começou a tomar forma quando ele conheceu o ex-deputado federal mineiro, Júlio Delgado (Avante). O psiquiatra tinha um desejo antigo de se candidatar à presidência da República e buscava um partido que pudesse acolhê-lo. De conversa em conversa ele conheceu Delgado que o apresentou a Luís Tibé, presidente nacional do Avante. Os dois acreditam que o currículo de Cury, seu tamanho nas redes sociais e o fato de ele ser um outsider de verdade, alguém que nunca havia concorrido a um cargo político, era um bom ponto de partida.
As propostas de Cury agradaram à dupla que enxergam nele um caminho real para enfrentar os problemas do Brasil e a polarização. Primeiro uma chamada de vídeo, depois um encontro presencial em Minas e ali nascia um candidato. O escritor começou tímido nas pesquisas, mas depois de aparecer no primeiro debate na Band disparou ainda mais nas redes sociais e, nesta segunda-feira (31), subiu nove pontos percentuais na pesquisa BTG Nexus e alcançou o terceiro lugar na corrida com 11% das intenções de votos.
Para Júlio Delgado, esse era um caminho claro desde o início. "Olha, o que eu posso dizer é que nós estamos bastante satisfeitos com os números que foram apresentados hoje nas pesquisas. Por mais que sejam variáveis em função da metodologia aplicada, os números trazem essa ascensão grande do professor e doutor Augusto Cury, o colocando como terceiro colocado em todas elas. Então demonstra claramente que a gente estava no caminho certo, e basicamente por dois fatores. Um é romper essa esquizofrênica polarização que tem feito tanto mal para as famílias e para o Brasil, que fica discutindo entre um lado e o outro como se a gente pensasse para frente, para o país, para os problemas e dificuldades maiores que assa a população brasileira, seja na área de saúde, educação, segurança pública e tantos problemas que nos afligem", avalia.
O político avalia que a chapa rompeu a bolha da direita e da esquerda. “Romper a bolha não é fácil, nós estamos com essa perspectiva, que a gente faz, resistindo, enfrentando e tendo um sonho coletivo. É possível, o Brasil tem cura, o Brasil vai ter Augusto Cury presidente nos próximos quatro anos”, afirma otimista.
Proposta para as mulheres
Segundo o ex-deputado, um dos diferenciais de Cury é a pauta para o eleitorado feminino. “As mulheres recebem 20% a menos que os homens estando na mesma função, pagam 4% a mais de impostos estando na mesma função, ficam mais endividadas que os homens, porque? Porque acabam sendo arrimos de família, e quando o homem vai gastar dinheiro com as suas coisas, a mulher vai gastar com os seus filhos, no seu lar, e é assim que acontece em quase todas as casas do Brasil. Utilizar as tecnologias, a inteligência de segurança, o atendimento psicológico, assistência jurídica, proteção social para identificar situações de alto risco e agir preventivamente, a polícia de Minas já faz isso com drones”, explica.
“A política nacional integrada da prevenção do feminicídio é uma prioridade do governo Augusto Cury, que tem a mulher como senso fortíssimo, sendo considerado como um diamante das nossas vidas, então eu digo a vocês que a gente está muito entusiasmado”, completa.
Primeiro Mundo
Delgado também destaca a proposta de política internacional da chapa. “E ele como uma pessoa preparada, vanguardista, que quer botar o Brasil rumo ao primeiro mundo, não ficar estacionado no terceiro mundo, sendo subserviente à China e aos Estados Unidos, não, ele quer botar igualdade de condições, colocar tecnologia, colocar inteligência artificial, colocar robótica, pensar no país como sobretaxando bets, corrigindo a inflação e mais um ganho, um por cento de ganho real para o salário mínimo, para poder trazer equilíbrio e renda familiar para as famílias que mais precisam, tendo uma política clara para as mulheres”, detalha.
Trajetória do vice
Júlio Delgado é advogado e ex-deputado federal por Minas Gerais, com seis mandatos na Câmara dos Deputados. Ao longo de sua trajetória parlamentar, teve atuação de destaque no Conselho de Ética, onde, em 2005, foi relator do processo que recomendou a cassação do mandato de José Dirceu, no contexto do escândalo do mensalão. O relatório foi aprovado pelo Conselho por 13 votos a 1. Também teve papel de destaque na investigação do desastre de Brumadinho: foi relator da Comissão Externa da Câmara que acompanhou o rompimento da barragem da Vale e, posteriormente, presidente da CPI que investigou as causas e responsabilidades pela tragédia. Ao longo dos mandatos, integrou ainda comissões como a de Constituição e Justiça, Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



