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Rodrigo Pacheco é consenso no Senado para vaga do TCU

Davi Alcolumbre irá colocar a indicação em votação diretamente no plenário nesta terça, 1º de setembro. Assumirá a representação de Minas na cadeira de Pacheco o primeiro suplente Renzo Braz (PP)

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Rodrigo Pacheco (PSB) não deve ser candidato ao governo de Minas • Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) informou aos senadores e ao presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, que irá colocar o nome do senador Rodrigo Pacheco ao TCU em votação no plenário nesta terça, 1º de setembro. Se o quórum estiver baixo, a votação ocorrerá no máximo amanhã, quarta, 2. A indicação será votada diretamente em plenário sem passar por sabatina na Comissão de Constituição de Justiça. O regimento interno dispensa os escolhidos do Senado de passar por sabatina. Pacheco Está em final de mandato – foi eleito de 2018. A representação de Minas será assumida pelo primeiro suplente, ex-deputado federal e empresário Renzo Braz (PP).

A vaga no TCU foi aberta com a renúncia formal de Dantas ao cargo nesta segunda-feira, 30 de agosto. Ele era consultor legislativo do Senado e foi escolhido para a Corte de Contas por indicação do MDB, em 2014. A liderança do MDB na Casa já havia se manifestado em favor de Pacheco, consenso na Casa, desde que Dantas informou a Alcolumbre que sairia do TCU para migrar à iniciativa privada.

Bruno Dantas vai assumir o comando da Avibrás Indústria Aeroespacial, fabricante brasileira de mísseis e sistemas de defesa. Fundada na década de 1960, a empresa entrou em recuperação fiscal em março de 2022. Passou três anos parada depois que funcionários iniciaram uma greve, por falta de pagamento. Foi adquirida pela Avibras Aeroco, empresa criada em outubro de 2025 pelos irmãos Joesley e Wesley Batista para assumir ativos estratégicos e o portfólio tecnológico da Avibras Indústria Aeroespacial.

O TCU tem nove ministros, três escolhidos pela Câmara dos Deputados, três pelo Senado e três pela Presidência da República. A última indicação feita pelo Senado para o TCU foi a de Antonio Anastasia, aprovada em dezembro de 2021. Alcolumbre encaminhou aos líderes partidários o nome de Pacheco, para reforçar o caráter coletivo e não individual da escolha. A expectativa entre líderes partidários é de que o senador obtenha uma expressiva votação na Casa.

Rodrigo Pacheco era o nome preferido pelo Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. Lula indicou para a posição Jorge Messias, Advogado Geral da União, mas o plenário do Senado rejeitou a indicação em 29 de abril de 2026.
Com a esperada aprovação de Rodrigo Pacheco ao TCU, a alta Corte de Contas terá três ministros que fizeram carreira em Minas: além de Anastasia e Pacheco, Odair Cunha, indicado pela Câmara dos Deputados e empossado em maio de 2026.

 

 

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