Tramonte não irá rever contratos de ônibus: 'suspender agora, não tem benefício para ninguém'
Em agenda na região de Venda Nova, candidato falou sobre problemas de mobilidade

Mauro Tramonte (Republicanos) participou de uma caminhada no bairro Lagoa, em Venda Nova, nesta quarta-feira (4). Ao ouvir as demandas dos moradores, o candidato à Prefeitura de Belo Horizonte falou da necessidade de fiscalizar as empresas de ônibus, mas afirmou que não vai rever os contratos atuais.
Para o atual deputado, é necessário fiscalizar o número de viagens que está estabelecido. “Nós vamos exigir que as empresas façam as viagens que elas têm que fazer. Hoje, estima-se que façam menos de 500 viagens por dia. Você está doido, se você é pago para fazer 100 viagens por dia, você não pode fazer 80 viagens por dia. Se é pago para 200 por dia, não pode fazer 190”, explicou.
Sobre a possibilidade de suspender o contrato das empresas de ônibus, assinado em 2008 e que deve encerrar somente em 2028, Tramonte disse não ver vantagem em suspendê-lo. Segundo ele, “suspender na altura que tá agora, não tem benefício para ninguém”.
"O que nós vamos fazer com esse contrato vigente é cobrar. Se não fizer o que tem que ser feito, ou seja, devolvendo ao povo aquilo que o povo precisa, que é um transporte bom, limpo, o ônibus novo, nós vamos para a Justiça, simples assim”, destacou o candidato.
Para o futuro contrato, Tramonte disse que pretende contratar uma equipe e técnica e já começar a planejar para a licitação, em 2027.
"Quem assumir agora em 2025 já tem que começar a trabalhar o contrato, nós vamos pegar a equipe mais técnica que tiver e uma equipe jurídica muito boa para fazer. Tem que começar elaborar o contrato em 2025, 26, para 27 começar a fazer licitação”, acrescentou.
Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo



