Eleição para presidência da Câmara de BH tem articulações aceleradas e vários nomes na disputa
Veja os nomes que estão sendo citados por vereadores e lideranças partidárias como possíveis candidatos à presidência da Câmara de BH a partir de 2025

As articulações para definir o comando da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) a partir de 1º de janeiro de 2025 esquentaram nos últimos dias e movimentam as principais lideranças políticas da capital mineira.
Antes mesmo de uma definição sobre quem será o prefeito eleito no dia 27 de outubro, vereadores, deputados e presidentes de partidos já conversam sobre alianças e acordos em busca de uma chapa capaz de vencer a eleição para a presidência do legislativo municipal.
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Nos bastidores os vereadores acreditam em uma disputa apertada entre os principais grupos da Casa.
Alguns vereadores já conversaram com o atual presidente da Câmara, vereador Gabriel (MDB), para debates iniciais sobre a possível sucessão da presidência com aliados. Gabriel tentou se eleger prefeito e acabou em quarto lugar, com 10,55% dos votos válidos.
Ele, no entanto, trabalha para manter certa influência no comando da Câmara e tem conversado com vários grupos para construir uma chapa aliada. Alguns nomes são citados nos corredores do legislativo como favoritos e podem estar na disputa: Vereador Irlan Melo (Republicanos), e vereador Marcela Trópia (Novo).
Irlan Melo já colocou seu nome à disposição, e tem sido o próprio vereador que tem atuado em conversas e primeiras articulações com grupos e bancadas na casa. Grupos de parlamentares do Novo (que reelegeu seus 3 vereadores) e do PL (que elegeu 6 vereadores) foram procurados pelo parlamentar.
Já a vereadora Marcela Trópia também se colocou à disposição, mas não crava que está disposta a assumir a presidência. A parlamentar ocupa hoje o cargo de Secretária Geral e admite que tem maior interesse em continuar a fazer parte da Mesa Diretora.
Trópia é uma das favoritas de Gabriel Azevedo, que tem uma relação muito próxima com a vereadora.
Nova disputa de Gabriel e Aro
Além de Gabriel Azevedo (MDB), que já iniciou conversas com alguns vereadores para definir sua sucessão, o secretário da Casa Civil de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), também se movimenta para indicar nomes para o cargo de presidente da Câmara no ano que vem.
Gabriel vai deixar o legislativo por conta do fim de seu mandato como vereador, e Aro deve tentar colocar algum aliado do seu grupo para ocupar a cadeira.
Por enquanto, um dos nomes mais cotados no grupo de Aro é odo vereador Professor Juliano Lopes (Podemos).
Ele é o atual 1º vice-presidente da Câmara, e protagonizou uma disputa contra Gabriel pela presidência da casa entre o final do ano passado e início deste ano.
Na ocasião, Juliano Lopes afirmava que havia um acordo firmado em 2022 com Gabriel para que, neste ano, a presidência fosse passada para ele, e este acordo não foi cumprido. Marcelo Aro divulgou uma carta do próprio Gabriel Azevedo que se comprometeu em abrir mão da presidência em 2024 e acusou o vereador de descumprir o acordo.
O episódio causou uma sequência de pedidos de cassação e disputas judiciais, e eclodiu uma briga entre o grupo de aliados de Gabriel Azevedo e o grupo de Marcelo Aro.
Integrantes da família Aro apontam Juliano Lopes como "candidato natural" para disputar a presidência, mas aguardam a definição sobre o comando da PBH para fechar os acordos em torno do vereador.
À espera do 2º turno
Os vereadores da base do atual prefeito, Fuad Noman (PSD), formam um grupo expressivo na Câmara e aguardam pela definição do segundo turno na disputa pela PBH para dar os próximos passos nas articulações pela presidência da Câmara.
Por enquanto, não há indicação de possível candidato à presidência alinhado com a prefeitura, isso porque é necessário aguardar o resultado da eleição municipal, tendo em vista que em possível troca de prefeito, a articulação na Câmara é totalmente modificada.
O líder de governo, Bruno Miranda (PDT), diante das articulações que já acontecem, adotou uma postura de cautela e prefere aguardar o fim das eleições para analisar o cenário da CMBH.
Direita ou esquerda podem decidir disputa
No ano que vem, o Partido Liberal (PL) e a federação encabeçada pelo PT vão ter as maiores bancadas da Câmara de BH. O posicionamento desses grupos será decisivo na definição da nova Mesa Diretora.
O vereador Cláudio Mundo Novo (PL) já adiantou em entrevista à Itatiaia que a bancada vai entrar na disputa pelo comando da CMBH, mas ainda não há definição de nomes, pois os novos parlamentares vão ingressar na Câmara no ano que vem.
Por outro lado, a federação do PT tem adotado a mesma postura do grupo que apoia o prefeito Fuad Noman: cautela e espera pelo resultado da eleição na PBH.
Parlamentares da esquerda na Câmara preferem entrar de forma mais centrada nesta discussão após o fim do segundo turno, tendo em vista que parlamentares estão trabalhando para promover a reeleição do atual prefeito. Apesar disso, o grupo de esquerda diz que tem nomes qualificados para indicar.
Como é a eleição para Mesa Diretora?
A Mesa Diretora na Câmara Municipal é responsável por toda a gestão de votações de projetos de lei no legislativo municipal. Ela é composta por seis vereadores: presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, secretário-geral, 1º secretário e 2º secretário.
A Mesa é responsável também pela aplicação de penalidades a vereadores e pela autorização ao prefeito no caso de viagens para fora do município.
A eleição da Mesa acontece entre os vereadores eleitos na primeira sessão da legislatura 2025-2028.
Todos os vereadores eleitos podem se inscrever já no primeiro dia da legislatura, no dia 1º de janeiro de 2025. Os vereadores se reúnem e votam na chapa que pretende assumir a diretoria da Câmara nos próximos dois anos: 2025 e 2026.
A eleição da Mesa deve acontecer por chapa, completa ou não, inscrita até a hora da eleição por qualquer vereador. A votação é aberta, por voto da maioria dos membros da Câmara.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.




