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Dois anos após tragédia, Capitólio flexibiliza regras para acesso a cânions

Às vésperas das festas de fim de ano, turistas poderão acessar cânions sem colete salva-vidas e capacete

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Há dois anos, paredão se desprendeu de rocha em cânion de Capitólio (MG), matando 10 pessoas • Divulgação / Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Às vésperas das festas de fim de ano, a Prefeitura de Capitólio, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, flexibilizou as regras para acesso à região dos cânions, retirando, por exemplo, a obrigatoriedade do uso de capacete e colete salva-vidas nos barcos que realizam passeios na região.

O monitoramento das condições de segurança dos paredões rochosos também será reduzido, de acordo com as novas regras.

Em janeiro de 2021, parte de um paredão rochoso se desprendeu e atingiu embarcações que estavam paradas no local, matando 10 pessoas.

O decreto que flexibiliza as regras foi assinado pelo prefeito Cristiano Geraldo da Silva, que justifica a medida com base em estudos feitos por especialistas nos últimos 20 meses. Em um vídeo divulgado em redes sociais, o prefeito disse que a cidade segue "trabalhando com um turismo seguro e de responsabilidade acima de tudo".

"A nossa região hoje é referência para várias outras cidades do país. Capitólio é a cidade mais responsável no turismo náutico, de aventura e no ecoturismo", afirma na gravação.

A medida ocorre pouco mais de um mês depois que a própria prefeitura decidiu interromper o fluxo de turistas durante um fim de semana para ações de "manutenção preventiva" no local.

Monitoramento será reduzido

Desde a tragédia de Capitólio, em janeiro de 2021, geólogos vem realizando monitoramento diário na região, para verificar as condições de segurança dos paredões. A partir de agora, no entanto, esse acompanhamento será reduzido, de forma gradual, até que seja feito a cada duas semanas.

"O monitoramento é feito diariamente pelo geólogo, com acompanhamento. E, de hoje até dia 31 de março, vai ser dia sim e dia não. Na época da chuva, será uma vez por semana e, na época da seca, uma vez a cada 15 dias. Eles entenderam, a partir dos estudos, após 20 meses de levantamento, que é possível trabalhar dessa forma", justifica o prefeito Cristiano Geraldo da Silva.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.