Michelle Bolsonaro escala família e aliadas para reforçar campanha ao Senado no DF
Ex-primeira-dama terá irmão como suplente e conta com Damares, Bia Kicis e Celina Leão para ampliar presença nas ruas

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), oficializada como candidata ao Senado pelo Distrito Federal, pretende contar com familiares e aliadas para ajudá-la na campanha eleitoral de 2026.
A estratégia ocorre diante da dificuldade de Michelle em cumprir uma agenda tradicional de campanha. A aliados, Michelle afirmou que está “presa” junto ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e que não conseguirá participar de todas as reuniões e compromissos previstos durante a disputa.
Um dos principais auxiliares será o irmão de Michelle, Diego Torres, escolhido como primeiro suplente na chapa. Ele já teve participação na campanha durante a convenção do PL no Distrito Federal, quando leu uma carta da ex-primeira-dama. Michelle não participou do evento porque estava internada para realizar exames após crises recorrentes de enxaqueca.
Além da família, Michelle terá o apoio de aliadas políticas para ampliar sua presença na campanha. Entre os nomes estão a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), a senadora Damares Alves (Republicanos) e a deputada federal Bia Kicis (PL), que também disputa uma vaga ao Senado pelo DF.
Durante a convenção do PL-DF, Celina Leão contou que Michelle demonstrou preocupação com a possibilidade de não conseguir participar de todas as reuniões de campanha. Damares, então, teria se colocado à disposição para representar a candidata nesses compromissos.
Bia Kicis também terá papel importante. A deputada foi oficializada como candidata ao Senado na mesma chapa de Michelle, que disputará uma das duas vagas destinadas ao Distrito Federal nas eleições deste ano. A composição transforma a campanha das duas em uma estratégia conjunta para o PL no Distrito Federal, enquanto Celina Leão busca a reeleição ao Governo do DF.
A ex-primeira-dama foi oficializada como candidata ao Senado pelo Distrito Federal e mantém o projeto eleitoral mesmo após a crise pública com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.
Antes da definição da candidatura, Michelle já vinha articulando apoio a outras mulheres do PL. Em março, ela trabalhava para fortalecer uma espécie de bancada de aliadas nas eleições, apoiando nomes para o Senado e para governos estaduais.
Entre as políticas que receberam apoio de Michelle estavam Bia Kicis, Caroline de Toni, Priscila Costa e Rosana Valle. A estratégia demonstrava a tentativa da ex-primeira-dama de manter influência sobre as escolhas eleitorais do partido.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.



