Defesa diz que prisão domiciliar de Bolsonaro corrige 'incoerência'
Alexandre de Moraes, do STF, decidiu autorizar uma prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro avaliou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-chefe do Executivo corrige o que classificou como uma “incoerência” no tratamento do caso.
Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que o benefício só foi autorizado após uma "sequência de cinco pedidos apresentados à Corte". Segundo ele, a decisão "finalmente" levou em conta o estado de saúde do ex-presidente, que estaria debilitado desde o atentado sofrido em 2018.
A defesa destacou que a situação clínica se agravou nos últimos dias, com o diagnóstico de pneumonia bilateral por broncoaspiração. De acordo com o advogado, relatórios médicos já indicavam a possibilidade de evolução para um quadro com "risco de morte".
A defesa também comparou o caso ao do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que teve prisão domiciliar em circunstâncias que, segundo a defesa, envolviam menor gravidade.
A defesa, no entanto, fez ressalvas ao caráter temporário da medida. Segundo o advogado, as condições de saúde de Bolsonaro são permanentes e exigem cuidados contínuos.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

