Defesa de Lulinha pede acesso a investigações e planeja depoimentos
À CNN Brasil, o advogado Guilherme Suguimori afirma que pede nesta terça-feira (4) informações de inquéritos e que Lulinha adotará como postura "o esclarecimento"

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pede acesso às três investigações que miram seu cliente, diz que o primogênito do presidente da República "prestará todos os esclarecimentos" e planeja depoimentos.
À CNN Brasil, o advogado Guilherme Suguimori, que representa Lulinha, afirmou que a defesa já havia solicitado acesso à investigação envolvendo o Ministério da Saúde e que nesta terça-feira (4) pede informações sobre os demais processos.
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou nesta terça-feira a terceira investigação contra Lulinha. Outras duas investigações foram abertas pelos delegados após autorização do ministro André Mendonça.
As três apurações miram suspeitas de tráfico de influência do filho do presidente em órgãos do governo federal, no Ministério da Saúde e junto ao Dataprev.
"Nós não tivemos acesso aos inquéritos. Hoje, estamos pedindo acesso aos dois mais recentes. E a partir daí teremos mais clareza. Mas a postura de Fábio é de esclarecimento: nossa intenção é oferecer documento e dar depoimento. Paralelamente, também estamos de olho em qualquer irregularidade", disse à CNN Brasil.
Os advogados de Lulinha publicaram uma nota nesta terça-feira em que afirmam ter recebido com "tranquilidade" a instauração de ainda mais um inquérito.
"Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís", escreveram.
"É importante dizer, entretanto, que pedimos a todos os órgãos responsáveis providências enérgicas contra vazamentos reiterados, seletivos e criminosos. Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais", apontou ainda.
Dino também autorizou um outro inquérito para apurar vazamentos ilegais de dados sigilosos em investigações. A medida era uma reivindicação da defesa de Lulinha, que solicitou formalmente a apuração ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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