Damião diz que diálogo com a Copasa 'se intensificou', mas cobra 'promessas' para BH
O prefeito afirmou que, independentemente da privatização da estatal, a companhia ainda tem pendências a serem resolvidas com o município, entre elas a Lagoa da Pampulha

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou que as conversas do município com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) “se intensificaram” nos últimos dias.
No mês passado, em meio à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governador Romeu Zema (Novo) — que retira a obrigatoriedade de plebiscito para a venda da estatal avançar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) —, Damião havia cobrado mais diálogo por parte da companhia.
O prefeito voltou a destacar a importância da capital mineira para a companhia de abastecimento — atualmente, Belo Horizonte representa cerca de 40% dos lucros da Copasa. "Tenho certeza absoluta de que a Copasa também já entendeu que a Copasa com BH é uma e sem BH é outra. Para atender aos anseios da capital, é preciso cobrar que as coisas prometidas aqui sejam cumpridas."
Como exemplo, Damião citou a perfuração de ruas sem o devido recapeamento asfáltico, que ele alega ser responsabilidade da companhia, além de contas de água que a capital pagaria por outros municípios e a situação da Lagoa da Pampulha.
Segundo o Executivo, o mau cheiro em alguns trechos do espelho d’água é causado por esgoto — cuja responsabilidade é da Copasa. "Vamos ficar discutindo isso até quando?", questionou o prefeito.
Parte dos vereadores pedem plebiscito em BH
Após a aprovação, em segundo turno, da PEC que elimina a consulta popular sobre a venda da Copasa, vereadores protocolaram, na última semana, um PL que busca garantir que, ao menos, a capital seja consultada sobre a privatização.
A proposta, assinada por parlamentares do PT e do PSOL na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), justifica que a gestão do saneamento básico é de responsabilidade do município, conforme estipulado no contrato firmado com a Copasa em 2002, vigente até 2032.
Segundo o vereador Bruno Pedralva (PT), o contrato abre uma brecha para que os termos possam ser rompidos em caso de privatização da companhia.
A intenção é que o plebiscito, se aprovado, ocorra junto com as eleições de 2026, o que atrasaria os planos do governo estadual.
Agenda do prefeito
As declarações de Damião foram dadas durante o primeiro dia do programa Trilhas de Aprendizagem – Compras Públicas, voltado a servidores da PBH.
O curso, com duração de um ano, teve como palestra de abertura o ministro Antônio Anastasia, do Tribunal de Contas da União (TCU).
O objetivo do programa é qualificar servidores que atuam com contratos e licitações do município.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



