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CPI critica gestão da PBH sobre população em situação de rua, mas não pede indiciamentos

Relatório final apresentado pela comissão deve ser votado nesta terça-feira (6)

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CPI investigou situação de moradores em situação de rua em Belo Horizonte • Cláudio Rabelo/CMBH

A CPI da População em Situação de Rua, da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), vota nesta terça-feira (6), o relatório final resultado de um trabalho que durou seis meses. O documento não pede o indiciamento de autoridades, mas faz uma série de críticas à gestão da Prefeitura de BH (PBH).

A comissão investigou o atendimento do poder público aos moradores sem teto e o aumento do número de pessoas vivendo nas ruas. O relatório aponta problemas que foram observados na gestão deste fenômeno social na cidade e sugere medidas para lidar com a situação.

"A gestão da Prefeitura de Belo Horizonte em relação à situação dos moradores de rua tem se mostrado ineficaz, apesar do substancial orçamento destinado a essa área. Observa-se uma discrepância significativa entre os recursos financeiros investidos e os resultados obtidos, caracterizando uma situação onde temos uma "pasta rica para uma política pobre", diz trecho do documento.

No relatório, os vereadores pedem que a prefeitura tenha comunicação com o Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar de proibições jurídicas sobre o tema, como a ADPF 976, que proibe remoção forçada de pessoas da rua e recolhimento de pertences pessoais. Pede também políticas conjuntas entre as Secretarias de Assistências Social e a Secretaria de Saúde.

Ao longo de seis meses de trabalho, foram realizadas 39 reuniões, 56 pedidos de informação e 23 visitas técnicas, além de oitivas de secretários e subsecretários municipais de diversas áreas, que culminaram em um relatório de 250 páginas sobre a situação da população de rua que vive em BH.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.