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Coordenadora do MBL é agredida durante ato do Dia do Trabalhador e caso vai parar na delegacia

Amanda Vettorazzo publicou em suas redes sociais imagens de agressão durante manifestação que aconteceu em Itaquera, em São Paulo

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Amanda Vettorazzo foi agredida durante ato do Dia do Trabalhador, em São Paulo • Reprodução/Redes Sociais

A coordenadora do Movimento Brasil Livre (MBL), Amanda Vettorazzo, postou em suas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (2), um vídeo em que ela recebe um tapa de um homem que estava na manifestação do dia 1º de Maio, em Itaquera, em São Paulo.

“Ontem eu fui em na manifestação do 1º de maio, que se dizia democrática, questionar o que os petistas acham de quem agride mulheres. E por mais paradoxal que seja, eu fui agredida. Em nenhum momento xingamos alguém, ou sequer partimos para cima de alguém. E como sempre, a esquerda cria mais um ato de agressão. Isso não pode ser normalizado. Vou até as últimas instâncias da justiça para que este moço - já identificado - responda pelo que fez”, escreveu Amanda em suas redes.

Segundo ela, a agressão aconteceu quando ela estava questionando apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre críticas ao governo petista e sobre as denúncias contra o filho de Lula, Luiz Cláudio Lula da Silva, contra sua ex-namorada.

A imagem mostra um homem se aproximando e pedindo para ela sair de sua barraca, logo em seguida ele dá um tapa e faz vários xingamentos. O vídeo mostra também uma outra mulher jogando água em Amanda e tirando seu boné.

“Estou na 24ª Delegacia de Polícia, onde vim fazer um boletim de ocorrência contra a agressão que sofri. Fui em uma manifestação de 1º de maio para fazer minhas perguntas padrão, sem agredir ninguém, quando o sujeito veio e começou a me agredir, verbalmente e depois fisicamente. Não podemos ficar só no vídeo, temos que fazer medidas legais. Ele foi encaminhado para a delegacia e a investigação será feita. Nós não podemos nos calar, toda agressão, seja de direita ou esquerda, não pode passar”, afirmou a integrante do MBL.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de São Paulo, "o caso foi registrado como vias de fato e injúria no 24° Distrito Policial (Ponte Rasa). As partes foram conduzidas à delegacia por policiais militares. A vítima, uma mulher de 36 anos, informou que estava em uma manifestação, quando foi ofendida e agredida por um homem, de 38 anos. O autor confessou que ofendeu a mulher, mas negou qualquer agressão.  Foi solicitado exame junto ao IML para a vítima, a qual foi orientada quanto ao prazo para representação criminal contra o autor pelo crime de injúria. Os fatos foram registrados por meio de um termo circunstanciado (TC), que foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal - Jecrim".

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.