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Comissão da ALMG convida secretário da Casa Civil para discutir investigação na Educação

Marcel Beghini foi chamado para falar sobre as denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação (SEE) investigadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE)

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Rossieli Soares, ex-secretário de Educação de Minas Gerais • Dirceu Aurélio/Imprensa MG

Secretário de Estado da Casa Civil, Marcel Beghini foi convidado pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para falar sobre as denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação (SEE) investigadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

O integrante do governo mineiro deve comparecer à Casa Legislativa na próxima quarta-feira (10), a partir das 10h05 (de Brasília). Assinaram o requerimento para a realização do evento a presidenta da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), as deputadas Lohanna (PV) e Bella Gonçalves (PT) e o deputado Leleco Pimentel (PT).

No dia 27 de maio, a comissão recebeu a controladora-geral do Estado, Marcela Dias, que esclareceu o andamento das investigações de indícios de corrupção na Educação sob o comando de Rossieli Soares.

Rossieli foi exonerado do cargo de secretário no dia 27 de abril. A assessoria do ex-secretário chegou a divulgar que a saída teria sido “em comum acordo” e ligada a questões pessoais e de saúde.

Porém, no dia seguinte à exoneração, o governo do Estado divulgou nota afirmando que a decisão foi motivada por "informações preliminares de investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE)". O conteúdo da investigação ainda não foi revelado publicamente.

Entenda o caso

No centro das discussões está o contrato assinado pela SEE e pela empresa Fazer Educação para a aquisição de livros didáticos para os alunos das escolas estaduais. O contrato, no valor de R$ 348 milhões, foi firmado no dia 23 de dezembro de 2025, com dispensa de licitação.

À Comissão de Educação, a controladora-geral Marcela Dias informou que as apurações da CGE iniciaram após denúncia de um servidor público no dia 16 de dezembro de 2025.

Ao portal O Fator, o secretário Marcel Beghini confirmou ser o autor da denúncia. Ele ocupava o cargo de secretário-geral do Estado quando recebeu informações sobre esquema combinado para aumentar o valor do contrato com a Fazer Educação e viabilizar a contratação da empresa sem licitação.

A Fazer Educação firmou contratos semelhantes em outros estados onde Rossieli Soares atuou e é alvo de investigações por possível fraude em licitações para compra de materiais didáticos. Segundo o portal Intercept Brasil, os contratos somam R$ 848,8 milhões.

De acordo com a deputada Beatriz Cerqueira, a SEE dispensou a exigência de licitação no contrato complementar no valor de R$ 49 milhões, firmado em março deste ano, envolvendo consórcio formado por empresas investigadas por fraudes e corrupção em outros estados e não habilitadas para participar de certames em Minas Gerais.

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Nuno Krause é repórter de política da Rádio Itatiaia. Antes, ficou dois anos no portal Itatiaia Esporte. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens também por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM.