A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que continuará apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, mesmo após o Republicanos decidir adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
Em vídeo divulgado nas redes sociais após a convenção nacional da legenda, realizada nesta terça-feira (4), Damares disse que a decisão do partido não altera sua posição pessoal e declarou que seguirá atuando na campanha do candidato do PL: "Eu tenho meu candidato. Meu candidato é Flávio Bolsonaro. Já estou na pré-campanha de Flávio há muito tempo."
A senadora revelou que trabalhou internamente para que o Republicanos integrasse a coligação de Flávio Bolsonaro, mas afirmou que a proposta não obteve apoio suficiente entre os diretórios estaduais. Segundo Damares, a maioria das seções estaduais da legenda optou pela neutralidade em razão de acordos políticos já firmados para as eleições locais: "Eu queria o Republicanos coligado. Não conseguimos porque nos estados já aconteceram as convenções estaduais e lá já foram feitas alianças."
Apesar da decisão da executiva nacional, Damares ressaltou que a neutralidade partidária não impede que integrantes da legenda apoiem candidatos diferentes na disputa presidencial: "Isso não quer dizer que nós, membros do Republicanos, estamos neutros. Não."
Ela também destacou que o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, já havia manifestado apoio pessoal a Flávio Bolsonaro e reforçou que pretende participar ativamente da campanha: "Eu serei, acreditem, a maior cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro no Brasil."
Durante a manifestação, Damares também negou que estivesse cotada para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial. Segundo a senadora, nunca houve um projeto dentro do Republicanos para indicá-la como candidata. A declaração foi feita após a convenção nacional do Republicanos confirmar a neutralidade da legenda na eleição presidencial. Dos diretórios estaduais, 17 votaram pela neutralidade, nove defenderam apoio a Flávio Bolsonaro e um se manifestou a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Marcos Pereira, a decisão busca preservar a autonomia dos estados e priorizar a estratégia eleitoral do partido para ampliar suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. Apesar da posição institucional, o presidente da legenda afirmou que a neutralidade não impede manifestações individuais de apoio por parte de seus filiados.