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Com apoio do governo, Câmara deve votar retaliação ao 'tarifaço' de Trump

Texto autoriza o Executivo a adotar contramedidas às restrições econômicas impostas ao Brasil

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O plenário da Câmara dos Deputados • Mário Agra | Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados deve votar ainda nesta semana o projeto de lei que estabelece a reciprocidade econômica nas relações comerciais do Brasil com outros países.

O texto, aprovado por unanimidade no Senado na noite de terça-feira (1º), é uma reação do Congresso às novas tarifas que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciará nesta quarta-feira (2) aos produtos importados pelo país. A medida tem sido chamada pelo republicano de "Dia da Libertação".

Em março, Trump já havia imposto uma taxa de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelos Estados Unidos, o que afeta o Brasil.

Pelo texto em tramitação no Congresso, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada à Presidência da República, fica autorizada a adotar contramedidas em reação às restrições econômicas impostas ao Brasil. Dentre as sanções previstas, estão taxações adicionais, suspensão de concessões e bloqueios a remessas de royaltie

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o relator da proposta será o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).

Governo e oposição unidos

No Senado, o texto foi relatado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro (PL). Após a aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o líder do Governo Lula (PT) no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), articulou a votação da matéria no plenário, o que acelerou o envio da proposta à Câmara.

A aprovação do projeto também tem o empenho da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a bancada mais poderosa do Congresso e bastante critica à gestão petista.

Em seu perfil no X (antigo Twitter), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a rápida tramitação se dá para "defender o Brasil".

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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