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Com a presença de Lula e oito chefes de Estado, Cúpula da Amazônia começa nesta terça-feira, em Belém

O evento discutirá a preservação da Floresta Amazônia e o desenvolvimento sustentável da região. Documento elaborado na reunião será apresentado na COP 28

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Lula antecipou que quer elaborar uma carta de intenções para ser apresentada na COP 28
Lula antecipou que quer elaborar uma carta de intenções para ser apresentada na COP 28 • Ricardo Stuckert | Presidência da República

Com intenção de elaborar um pacto em prol da preservação da Amazônia e se destacar na discussão climática mundial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá receber, nesta terça-feira (8), presidentes e representantes de países que têm trechos da floresta amazônica em seus territórios, além de nações convidadas como Alemanha, França, Indonésia e Noruega.

As tratativas em defesa do bioma vão ocorrer na Cúpula da Amazônia, que começa justamente nesta terça em Belém, no Pará.

Entre os presidentes que irão comparecer ao encontro estão Nicolas Maduro, da Venezuela, Gustavo Petro, da Colômbia e Dina Boluarte, do Peru.

Lula antecipou que quer elaborar uma carta de intenções para ser apresentada na COP 28, a principal conferência do clima do mundo, que irá ocorrer neste ano, nos Emirados Árabes, em Novembro.

Em uma das agendas, na última segunda-feira, em Santarém, no interior do Pará, Lula falou de um dos pontos que tem sido sustentado por vários ministros: a importância da geração de empregos na região Amazônica.

A intenção é evitar que as famílias em situação de vulnerabilidade se sintam obrigadas a trabalharem em atividades que degradam a floresta para sobreviver. É o que representantes do governo têm chamado de desenvolvimento sustentável.

"A gente quer dizer para eles que a gente quer cuidar da nossa fauna. A gente quer cuidar da nossa Floresta. A gente quer cuidar da nossa água, mas, sobretudo, a gente tem que cuidar de uma coisa que eles acham significante chamada povo, chamada seres humanos, chamada homens e mulheres que moram embaixo da copa dessas árvores. Pessoas que moram na beira desses rios e que muitas vezes não são olhados, pois nós vamos olhar", afirmou o presidente.

Diante das exigências e cobranças internacionais, Lula ressaltou que as grandes economias precisam ajudar a financiar as ações de preservação da Amazônia. O petista disse que vai cobrar das principais potências mundiais os 100 bilhões de dólares que foram prometidos ao Brasil.

"Eles prometeram distribuir US$ 100 bilhões em 2009. Foi a grande promessa dos países ricos: 'nós vamos financiar com US$ 100 bilhões'. Até hoje nós estamos aguardando esse dinheiro. Veio um pouquinho do fundo amazônico dado pela Noruega e pela Alemanha, mas está longe (do que foi prometido). Porque a gente quer desenvolver, a gente quer criar condições de vocês terem trabalho. Trabalho digno e decente, é por isso que a Ecovia é importante e é por isso que fazer a faculdade de medicina aqui também é importante uma importante fazer outras coisas", continuou Lula.

Entre as medidas efetivas defendidas por Lula nessa segunda, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o BNDES anunciaram R$ 4,5 bilhões em financiamentos para micro, pequenas e médias empresas, além de pequenos empreendimentos na Amazônia.

O financiamento vai incluir incentivos à adoção de práticas sustentáveis, equilibrando emprego e preservação da floresta.

Segurança

No quesito segurança, a Polícia Federal montou um esquema estruturado em Belém. Centenas de policiais da PF, PRF, homens das forças armadas e outras forças locais vão fazer a segurança dos chefes de Estados.

Para compor a força-tarefa, está na costa paraense o maior navio de guerra da Marinha brasileira.

Nos últimos dias, dois moradores do Pará ameaçaram Lula de morte. Um foi preso e outro alvo de busca e apreensão.

O encontro internacional em solo brasileiro começa nesta terça e termina nesta quarta.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.