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CNJ arquiva pedidos de punição contra juízes que atuaram na Lava Jato

Substituta de Moro, a juíza Gabriela Hardt continua sendo investigada no CNJ por suposta violação em recursos que seriam destinados a uma fundação da Lava Jato

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Substituta de Moro, juíza Gabriela Hardt voltará a responder pela Lava Jato, em Curitiba
Substituta de Moro, juíza Gabriela Hardt  • Divulgação

O corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luis Felipe Salomão, determinou o arquivamento de parte dos pedidos de providência e reclamações disciplinares contra juízes da 13ª Vara Federal de Curitiba que atuaram na Lava Jato. São eles: Gabriela Hardt e Fernando Appio.

Salomão entendeu que as decisões da juíza “estão, na verdade, resguardadas pela independência funcional dos membros da magistratura no exercício de sua regular atividade jurisdicional e se inserem na autonomia e na livre convicção motivada do julgador".

“Assim, depreende-se que as imputações deduzidas demonstram mero descontentamento da parte requerente diante do que foi decidido nos autos, não havendo indícios de que a reclamada tenha incorrido em falta funcional”, pontuou ele.

Processos apontavam que Hardt havia atuado de forma ilegal em feitos judiciais propostos contra ela, mesmo após declaração de incompetência do juízo. Ela ainda continua sendo investigada no CNJ por suposta violação em recursos que seriam destinados a uma fundação da Lava Jato.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.