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Cid negociou pena de dois anos e proteção para família em troca de delação premiada

Colaboração foi tornada pública pelo STF nesta quarta-feira (19)

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O tenente-coronel Mauro Cid • Lula Marques/Agência Brasil

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, decidiu pela delação premiada ao negociar 'benefícios' com a Justiça. Os anexos do termo tiveram o sigilo derrubado nesta quarta-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O militar prestou informações em troca de uma redução drástica de pena e proteção a parentes. Confira:

  • perdão Judicial ou pena de até 2 anos;
  • proteção da Polícia Federal para garantir a segurança de Cid e da família;
  • extensão dos benefícios que forem compatíveis para o pai, a esposa e a filha maior de idade;
  • restituição de bens e valores apreendidos

Em troca, Cid admitiu esclarecer "todos os crimes que praticou, participou ou tenha conhecimento" nos inquéritos, falar a verdade "incondicionalmente", cooperar com autoridades para analisar documentos e entregar todas as provas que possua sobre os fatos. Ele também se comprometeu a comunicar imediatamente à PF caso seja contactado por algum investigado.

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Enzo Menezes é chefe de reportagem do portal da Itatiaia desde 2022. Mestrando em Comunicação Social na UFMG, fez pós-graduação na Escola do Legislativo da ALMG e jornalismo na Fumec. Foi produtor e coordenador de produção da Record e repórter do R7 e de O Tempo

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.