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CGU abre investigação contra policiais suspeitos de integrarem ‘Abin paralela’

Policiais federais ligados à Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin no governo Bolsonaro, são acusados de se ausentarem do serviço no período em que estiveram cedidos ao órgão

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A fachada da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em Brasília • Antonio Cruz/Agência Brasil

Três servidores da Polícia Federal que atualmente são suspeitos de terem integrado a ‘Abin paralela’ na época em que Alexandre Ramagem esteve à frente da agência de inteligência do governo federal foram alvo de processos administrativos instaurados pela Controladoria-Geral da. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (11).

Os processos são contra Marcelo Araújo Bormevet, Felipe Arlotta Freitas e Eliomar da Silva Pereira, todos são servidores da Polícia Federal. Segundo o processo da CGU, eles serão investigados por se ausentarem do serviço por mais de 60 dias entre os anos de 2021 e 2022, quando estiveram cedidos à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Marcelo Araújo Bormevet é agente da Polícia Federal desde 2005. Atualmente está suspenso de exercer suas funções públicas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A suspensão se deu a partir do momento em que ele foi incluído na investigação sobre a “Abin paralela”, em janeiro deste ano.

Outro investigado é Felipe Arlotta Freitas, que é agente de Polícia Federal desde 2006. O policial esteve cedido à Abin durante a gestão de Alexandre Ramagem, entre 2019 e 2022. Atualmente, também está suspenso de exercer suas funções públicas em virtude da investigação sobre a “ABIN paralela”.

Eliomar da Silva Pereira, que também é alvo do processo da CGU, é delegado de Polícia Federal desde 2003. Ele esteve cedido à Abin durante a gestão de Alexandre Ramagem, entre 2021 e 2022. Enquanto esteve na ABIN ficou lotado no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC).

A investigação que tramita no STF inclui o vereador Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, e o delegado e deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que atuou como diretor da Abin no governo Bolsonaro. Os investigadores apuram se o governo Bolsonaro usava a estrutura da agência para produzir relatórios e espionar adversários e aliados políticos para obter vantagens.

Na última operação desencadeada pela Polícia Federal, o objetivo das buscas e apreensões foi identificar os “principais destinatários e beneficiários das informações produzidas ilegalmente”. Bolsonaro e Ramagem negam que a agência tenha sido para objetivos ilegais.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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